Não há gota, só oceano.
O erro foi a gota "se achar".
Somos gotas.


Agradeço a quem eu sou simplesmente, por jamais ter me rendido totalmente
a quem eu pudesse pensar que fosse.

Quem não fala em proveito próprio não tem medo de desagradar.
Mostrar, com simplicidade e clareza, é apenas mostrar e é preciso.
Quem não quer ver se incomoda, quem quer ver reconhece.

A LUZ CUIDA DE TUDO!




172. Cada um faz seu mundo.



Cada um faz seu mundo conforme as culpas que acredita ter que resgatar. Quanto maior o apego a memórias, lembranças, valores, maior a culpa e maior o sofrimento, a pobreza, a miséria e a ignorância. Mas, a culpa é uma ilusão. E também quanto maior a alienação mental, maior a crença de que a abundância material faz a realização do indivíduo. Porém a vida sempre acaba mostrando a ricos e pobres que nenhum é o que pensa ser e que nenhum está em vantagem ou desvantagem real.
Há tanto pecado na indiferença por parte dos ricos com relação ao sofrimento dos pobres, quanto há pecado por parte dos pobres ambicionando a falsa abundância dos ricos. Ambos pecam quando se mostram indiferentes à riqueza ilimitada da realidade maravilhosa de seu ser intrínseco, a vida que dá vida ao que pensamos que somos.
A verdadeira abundância é da luz, que cuida de tudo.
Só na luz podemos ter paz, sem miséria, pois a verdadeira miséria é a carência de paz no coração.
Deus não gosta de pobres e também não gosta de ricos. Sendo “Aquele Que É”, gosta de ser “O Que É”; Deus. Existe coisa melhor? E isso é o ser; não o que somos.
O que somos é nada.
Ligue-se em si mesmo, intrinsecamente e não no que pensa que é, no que pensa que deve ser ou que pode ser pessoalmente. O resto é desculpa para não fazer o que é preciso. O resto é resto; justificativa de pobreza de espírito.
Cada um escolhe: dar importância ao “Que É”, à paz do coração do eu, ou ao resto.
O destino você não pode mudar, mas pode mudar o modo de enxergá-lo. E isso muda tudo.
E assim a vida parece que prossegue, mas não prossegue. Não vai a lugar algum.
O que pensam ser a vida não é vida; é morte, são pensamentos. Um nada a que, equivocadamente, se conceitua e dá valor.
O que você pensa que prossegue é a ilusão. E cada um faz ou desfaz a sua - e desperta - conforme se digna enxergar.
Um jato da Luz no seu coração, agora!!!!

Riva

171. O mundo.



Uma multidão de cegos guiada por outros cegos poetas, ilusionistas, espiritualistas, cientistas, filósofos, políticos, religiosos e institucionalistas de todo tipo garantindo que estão indo para algum lugar e que logo chegarão.
Esse é o mundo.
Para quem acredita no tempo, ele passa, chega e mostrará o que foi feito; o mesmo que tem sido feito até agora e continuam fazendo, perdidos em suas mentes alienadas.
A realidade já é real, não carece de feitos para vir a ser.
Você precisa de algo para ser?

Riva

170. Na luz.



Veja esta foto.
Quanto mais distante da luz, maior fica o universo.
Quanto mais próximo da luz, mais ele diminui em tamanho e importância.
Só a Luz é realização, mais nada.
Na luz não há buraco negro.
Tudo que existe, fora a luz, é equívoco, maior ou menor, dependendo da crença na realidade da mente e quanto mais crença, maior o universo, quanto menor a crença mais luz.
Enquanto houver alguém, até na luz, será mentira.
Na luz não há universo.
Só o desaparecimento, na luz, é realização.

Riva

169. Amor cego.

O cego amor é a arma mais eficaz do ego para mistificar a paz e a realização do ser, que irá aniquilá-lo totalmente.
O que existe não é.
Só o eu é.
O amor, como todo o resto da mentira, existe como pensamento para manter a existência do ego e seu mundo insano feito de valores/pensamentos.
Deus é paz, que não pode ser pensada, que não foi e nem será; apenas é.
Amor é conclusão, do intelecto, do ego, forçando a situação com pensamentos, iludindo que sabe e que sente algo. É Adão comendo o fruto da árvore do conhecimento, explulsando-se do Paraíso.
Na verdade, é doença.
Você pode amar. O que não deve fazer é enxergar a mentira como verdade.
O pecado é querer ser cego.
Deus deu a visão para que vejam.

Riva

168. Desejos.

Cuidado com o que desejas. És livre e não necessitas de nada. A Luz cuida de tudo! Mas o desejo te põe ansioso, necessitado e escravo. Podes dissimular essa situação entre os homens, mas jamais perante tua própria consciência.

Riva

167. Consciência.



O corpo é seu.
Você está de posse dele.
Mas você é consciência, de posse de um corpo, que é seu, mas não é você.
O corpo não tem consciência.
E o seu espírito é outra posse da consciência, como perispírito ou corpo astral.
Mas o corpo astral, ou perispírito, também não tem consciência é apenas um jogo de lembranças, porque a consciência não pode ser possuída.
O corpo astral é como o corpo físico, só que em massa mais sutil.
Você é consciência.
UNA.
Só a consciência é.
Não tem prisão.
Não pode ser contida.
Não tem dúvida.
Não pertence a nada e é possuidora de tudo, que para ela é nada.
Mas a consciência não se manifesta como nada, apenas como paz, luz, força, energia. Palavras que têm o mesmo significado intrínseco. A consciência deixa tudo pensar que é o que pensa, fazendo seu jogo de lembranças, modificando lembranças na forma de futuro.
O eu é “ser consciência” e não “ter consciência”.
Não se tem consciência, só lembrança de sombra.
A consciência não pára em um lugar.
Não se define.
Não se permanece nela.
Não se pode estar nela.
Pode-se deixar-se ser, apenas.
A consciência não tem relação com o que existe manifestado, sob qualquer forma que seja.
Fora não há nada.
Só uma ilusão... uma configuração de sombra na luz infinita da consciência.
E essa configuração vive buscando um rumo, que nunca irá atingir, uma vez que ela já não é. É sombra.
O que ela pode fazer é ver que ela não é... e parar.
Meditação!
A Luz no seu coração, agora!!!!

Riva

166. Informe-se.



Leia jornais e revistas, veja TV, use a sua internet para algo útil. Informe-se sobre o mundo em que você vive!
Afinal, o mundo da informação necessita de um número cada vez maior de humanóides remotamente controlados por ele. Informe-se cada vez mais. E aproveite e informe-se também sobre as novas marcas de ansiolíticos e antidrepessivos que lançaram no mercado. Você vai precisar.

Riva

165. Escolhas.



"Não sejas enganado pelo que aparenta ser muitas escolhas. Existe o Céu ou o inferno e dentre os dois só escolhes um" - UCEM VII.14.

164. Ver a si.



Se você aprende a ver você, verá que você fica cada vez mais e as coisas cada vez menos.

Riva

163. A vida é linda.

"A vida é linda!", dizem as lombrigas no interior dos intestinos, absolutamente incapazes de imaginar outras formas de mundo além do delas. Pensam que Deus parou ali.
Será que Ele parou aqui?


A Luz no seu coração, agora!!!!

Riva

162. Relatividade do livre arbítrio.



O fogo do inferno é a consciência culpada, mas com a visão calra do sincronismo universal vemos que tudo é como é e que também que não fazemos coisa alguma. Acontece que a suposta importância pessoal do indivíduo quer arrogar para si o crédito das boas ações e jactar-se perante os outros. Consequentemente, como o universo é regido pela lei de ação e reação, tudo tem sua contraparte. O bem tem o mal. Se o homem arroga para si o crédito da ação, consequentemente não arrogará só o o crédito do bem como também a culpa do mal. Aí ele cai vítima da mentira que ele próprio inventou.
A questão do livre arbítrio entra aí também. Isso não existe absolutamente, mas só nessa relatividade de mérito e culpa.
Nada disso é real. O real é ver o sincronismo; o nada que tudo é e livrar-se de se creditar mérito e culpa. Tudo é como é. Choram e inventam sistemas só para sofrer mais ainda.
Antes de mais nada, tudo é pensamento e pensamento é nada, sempre. Quem se liga nisso, sofre, perde a paz e deixa o céu do coração do eu, do simples ser, pelo inferno do pensamento.
Em princípio é uma questão de identificação. Voce se identifica com o que sente que é, no mais íntimo do seu ser, ou se identifica com o que pensa que é, na rede sem fim dos pensamentos. Aí vêm alegrias, sempre superficiais e passageiras que serão sempre substiuídas por mágoas e angústia.
Quando está alegre a pessoa pensa que nunca mais será infeliz e que seu problema foi definitivamente resolvido por algo que aconteceu fora dela, consequentemente, quando está triste, agirá do mesmo modo. Pensará que está à beira de um abismo e que o mundo caiu sobre sua cabeça e que não terá saída nunca mais. Na verdade só a felicidade é real, o sofrimento é obra da mente, que pensa, é obra do ego que usa tudo para adquirir vantagem. O universo está assentado em algum pensamento, em alguma tristeza? Não a gente não vê e nem alcança com a mente o que o sustenta. Mas todos ficam em paz quando olham para o céu e se esquecem dos seus sofrimentos.
Os pensamentos, os significados, as importâncias, os valores formam uma rede de loucura da qual o ego necessita para continuar existindo. Ele vive só disso e não de paz. A paz o mata. Veja que quando você está em paz não liga muito para o significado nem para a suposta importancia das coisas. Fica mais despojado e livre. É isso que o ego teme.
A Luz no seu coração, agora!!!!

Riva

161. Carta à amiga F.


Veja que bela colocação você fez, amiga: Ainda preciso me libertar de muitas "tábuas de salvação" que coloco à minha frente.
Você está bem. Só não sabe ainda o quanto está bem. Os valores e importâncias que dá para o que vê, e para o que pensa que existe, ainda sufocam o Espírito.
Saiba que tudo é tábua de salvação. As pessoas já nascem nesse mundo encarando o nascimento como uma tábua de salvação. Uma salvação para a consciência que as acusava usando a escala de valores do sistema que as prende a partir da idéia que fazem de si baseada nas medidas dele. É uma prisão perpétua, absolutamente impiedosa, inexorável e sem direito revogação. Ou você arrebenta a prisão ou continua nela. O sistema não deixa sair.
Jamais haverá saída com a visão do sistema.
Não há saída porque não há nada. Tudo é ilusão de ótica e sentimento.
O demônio está dentro (na mente) e não adianta buscar nada, absolutamente nada, fora. Pois o fora é o ego, que não tem nenhum interesse em te libertar, senão te enganar com novas ilusões.
Tudo está na mente, é mero pensamento, e num piscar de olhos o universo inteiro pode se derreter. Isso e só isso é libertação. O resto é a chamada roda de reencarnações, que não finda nunca até que aconteça o despertamento. A esperança ainda espicaça e ela é a grande traidora da libertação do ser e do despertar.
Esta argumentação de amor também é falsa. É uma desculpa da ilusão, do ego te seduzindo com esperança de prazeres e satisfações ainda não alcançadas. Ninguém alcança isso porque isso não existe, é mero pensamento, vício mental em imaginar, psicose. É um mundo de psicopatas. Não foi por acaso que Jesus disse ao próprio ego: Meu reino não é daqui. Você já viu alguém se realizar no amor? Você já viu alguém se realizar em qualquer coisa deste mundo que não seja no ser? Mestres ascencionados, espíritos de luz vão para seus mundos - que não estão em outro lugar, senão na mente dos médiuns e das pessoas que acreditam no que eles dizem, formando e mantendo a tal rede hipnótica que falo - mas não saem daqui, preocupados com hipotéticas mudanças que estão para acontecer na esfera do planeta e da consciência. Sempre insuflando esperança de melhora. E isso nunca cessa. Se você for para o mundo maravilhoso deles vai voltar para cá com eles preocupada também. É uma insanidade sem tamanho!
O mundo é uma grande loucura, amiga! Só, unicamente e apenas isso: uma grande hipnose em rede sufocando quem não reage abrindo os olhos deixando-se manter por centenas de milhares de anos que não existem, apenas feitos pela mente no momento em que se pensa. Não há nada de verdade em canto algum.
Desculpe ser tão drástico na forma de expor.
A solução é meditação, mas quanto ao que você deve fazer eu não sei. Apenas a verdade é essa.
A realidade é despertar agora enxergando a mentira que tudo é, pois não há nenhum tempo.
A jato da Luz no seu coração, agora!!!!

Vado


Perguntaram ao mestre:
- Mestre, quando foi criado o mundo?
E ele respondeu:
- Agora.

Em geral, você simplesmente não usa a mente. É ela que usa você. Essa é a doença. Você acredita que é a sua mente. Eis aí o delírio. O instrumento se apossou de você. - Eckhart Tolle

Não tenhas medo de reconhecer que toda a idéia de sacrifício foi feita só por ti. E não busques segurança tentando proteger-te do lugar onde essa idéia não está. Os teus irmãos e o teu Pai tornaram-se muito amedrontadores para ti. E queres barganhar com eles por uns poucos relacionamentos especiais, nos quais pensas ver alguns restos de segurança. Não tentes mais manter à parte os teus pensamentos e o Pensamento que te foi dado. Quando são reunidos e percebidos onde estão, a escolha entre eles não é nada além de um gentil despertar e é tão simples como abrir os olhos à luz do dia, quando não tens mais necessidade de sono. - Um Curso em Milagres 15.XI.1

160. Meditação com ShivaBalaYogi.

O que Swamiji aconselha aos principiantes no caminho espiritual?
"Swamiji os faz sentar em meditação, ensina a meditação, e pede-lhes para praticá-la."

O que é meditação e porque é tão benéfico?
"A meditação é o controle da mente. Através da meditação pode-se ter paz de espírito. A pressão sanguínea se estabiliza e assim a saúde melhora. Tudo que se fizer na vida será feito melhor. Passa-se a conhecer a própria mente. Através de tal entendimento, todos podem agir e trabalhar juntos. A qualidade de seu trabalho se tornará boa ".
"A meditação reduz a tensão em você. Com o progresso ela ajuda você a alcançar a auto-realização. A prática da meditação torna mais fácil para você conhecer as pessoas com quem interage. Se estão planejando prejudicá-lo, você saberá antes que façam algo."

Quais são as primeiras experiências que se tem?
"Você passará a saber quando começar a meditar. Muitas questões serão esclarecidas durante a meditação, sem que ninguém lhe diga nada."

Como se chega à meditação e ao controle da mente?
"Você precisa de experiência e é isso que eu dou. Vou ensiná-lo. É meu dever ajudá-lo na meditação."
"Se você praticar a meditação diariamente, então o corpo astral de Swamiji estará com você e irá ajudá-lo onde você estiver. Assim como Swamiji está ajudando aqui com sua presença física, seu corpo astral virá ajudá-lo onde quer que você esteja no mundo."

Quando se inicia a meditação, tem-se muitos pensamentos, sem se querer. Como se pode aquietar a mente?
"Quando você começar a meditação sua mente ficará ocupada durante os primeiros vinte minutos. Depois disso, por cerca de trinta ou trinta e cinco minutos, você vai começar a ter dores nas pernas e em seu corpo. Após quarenta minutos você terá a verdadeira meditação. O vibhuti que Swamiji lhe dá é para ajudá-lo com todas essas distrações. Você deve aplicá-lo no local entre as sobrancelhas e fazer a meditação. Se você meditar por uma hora, apenas nos últimos quinze minutos você terá realmente uma boa meditação."

É melhor meditar com uma mente limpa ou devemos meditar fazendo uma pergunta e procurando a resposta?
"Você não precisa fazer nada. Basta concentrar sua visão no ponto entre as sobrancelhas e tudo acontecerá por si."

Há estágios na meditação nos quais se deve desenvolver?
"Tudo que o aluno precisa fazer é meditar uma hora por dia. O resto está nas mãos de Swamiji. Ele vai cuidar disso. Você não estará ciente das etapas, sejam quais forem. Seu dever é fazer a meditação durante uma hora por dia. Ele cuidará do resto. Se você está com problemas ou não, é tudo nas mãos de Swamiji."

Por que você assume essa responsabilidade com outra pessoa?
"É o dever de Swamiji. Ele veio aqui para esse propósito. Ele foi convidado a fazer isso pelo seu guru. Ele veio aqui para este mundo para reduzir a sua tensão."

Como o mundo muda para a pessoa que medita?
"Se alguém medita, pode obter paz interior e ser capaz de trabalhar melhor. Pode-se entender os outros e também orientá-los sobre a forma de trabalho."

Uma das preocupações que as pessoas têm é que ao entrar em um estado meditativo pode-se deixar a si mesmo aberto para a influência de outras almas ou energias. Você poderia responder isso?
"Nenhum espírito irá tomar você. Nada disso poderá realmente se aproximar de você. Não se assuste com más visões. A energia criada pela meditação limpa o corpo e a mente e conduz ao samadhi. No entanto, não se deve abrir os olhos."
"Você pode neutralizar formas de pensamento, através da meditação. Qualquer pensamento que você tenha produzido e que esteja voltando para você, de qualquer forma – tanto bom, quanto ruim - quando você medita isso é interrompido, fica neutralizado. Será desviado para outras direções e você não será afetado. "
"A mente é como um macaco, de modo que tem de ser controlada. Ao meditar, você deve ter o cuidadoso de não mover os olhos e as pálpebras. Se você controlar o globo ocular e pálpebras, em consequência sua mente também estará sob controle colocando-o acima de qualquer forma de pensamento.

Om Namah Shivaya!

http://www.shiva.org/SHIVABALAYOGI-HisWords_Meditation.htm

159. Senso de normalidade.

Resposta a uma amiga.

Olá, amiga, veja bem. Eu não disse que o Osho está errado. O senso de normalidade varia muito de indivíduo para indivíduo. Quem acha normal um comportamento promíscuo é óbvio que só poderá gostar do Osho, que veio para atender essa faixa da humanidade. Drogados e desviados mentais de todo tipo (de preferência milionários…rs). Eles também devem se libertar como nós. E de acordo com a gravidade da doença aplica-se o medicamento necessário. Não está se dizendo aqui que homossexuais, promíscuos e drogados sejam errados. Não. São fases de aprendizado do espírito sobre sua realidade intrínseca, enquanto ele acredita na mentira de si mesmo. Nos meus tempos de juventude não tive, eu mesmo, nenhum comportamento de santo. Mas, não gostava e nunca gostei do modo como eu mesmo era e buscava uma visão mais ampla da vida e do ser. Só que uma força maior que o indíviduo sempre o impele, nesse caso. Isso é perfeitamente compreensível. E, com as lições da vida, a visão veio. Eu buscava uma luz e não me conformava com minha estupidez de burguês normal porque sabia que uma luz existia, era real e estaria em algum lugar. Entende? No começo li um livro bom do “Bhagwan Shree Rajneesh – Nem Água nem Lua - e cheguei até a, de certa forma, me entusiasmar com ele. Mas logo, já no próximo que li, senti claramente que ele degenerava. Começou a contar piadinhas para agradar o público, como um humorista ordinário de Las Vegas, convenientemente fazendo um mix de sabedoria e malandragem, no que ele foi verdadeiramente mestre. Li menos da metade e parei. E dando uma olhada em outros mais recentes vi mesmo que ele vinha, a cada livro novo, mais e mais de morro abaixo. Vi que sua sabedoria se transformava cada vez mais em pseudo-sabedoria. Cada vez mais interessado no império que crescia que na priorização da simplicidade do ser. No fim, deu no que deu.
Mas, o que para muitos pode ser um elemento intoxicante para outro pode ser um remédio salvador, depende do grau de resistência da doença, ou seja, da prisão da mente aos condicionamentos que a pessoa se vicia em cultivar.
Gostaria que você entendesse que nosso propósito não é meramente julgar, mas clarear sempre mais e apenas mostrar.
Por isso alerto no início do blog: Mostrar, com simplicidade e clareza, é apenas mostrar e é preciso. Quem não quer ver se incomoda, quem quer ver agradece.
Na natureza tem de tudo. Com o mesmo prazer que o beija-flor aprecia o nectar das flores, de que se alimenta, o urubu aprecia a carniça.
Cada um de acordo com a densidade dos seus pensamentos.
A Luz no seu coração, AGORA!!!!

Riva

158. Sonhar sem acordar.


A vida é o que dá vida, não o que recebe vida.
O que recebe vida, em si já é morto.
Pensamentos recebem vida, o corpo recebe vida e tudo que acreditamos que existe recebe vida da nossa crença. Mas nada disso tem vida em si se não a dermos do nosso ser.
O ser é vida una, sem limites e maravilhosa, que não se restringe a nada. Vida que não nasce nem morre, não tem fim porque não teve começo.
Quem não enxerga o próprio medo da simplicidade do ser se condena a eternamente nascer sem nascer, morrer sem morrer e sonhar sem acordar.


Riva

157. Bem dizer.

Bem dizer é dizer a bem da verdade e não mistificar com ares de bonzinho. - Riva

156. Momento da Dinamização.



Este é o Momento da Dinamização, um momento de paz interior que pode ser feito a qualquer hora do dia ou da noite, de preferência em lugar tranquilo. É uma introdução à meditação, uma abertura silenciosa ao coração do próprio eu. O que tiver que ser virá por acréscimo a partir desta auto-permissão segundo o desenvolvimento de cada um.
Sente-se confortavelmente onde estiver, de preferência em posição de meditação, peito aberto, ombros caídos para baixo e para trás, corpo ereto e relaxado, livre de tensão e leia calmamente o texto a seguir.
Após a leitura mantenha-se em quietude pelo maior tempo que puder. Quanto, mais melhor.
A Luz cuida de tudo!


Momento da Dinamização

Vamos fazer agora o nosso Momento da Dinamização.
Um momento de dinamização, vitalização, liberação e alívio total da mente e do corpo.

Sentados confortavelmente e fazendo um relaxamento profundo de todo o corpo, soltando-o totalmente, principalmente na área de pescoço e ombros, vamos deixar de lado, por uns momentos, os nossos planos, nossos desejos, nossa mania de inutilmente analisar tudo que a vida nos apresenta através das inúmeras situações por que acabamos passando.

Vamos deixar de lado os nossos conceitos e a presunção da nossa cultura e do nosso conhecimento, lembrando que este universo existe há infinitos milhões de anos, em sua dinâmica própria e inalterável, sem nunca ter necessitado de nossa existência pessoal.

Vamos descobrir o que quer de nós e com que propósito nos criou a infinita vida universal, fazendo um pouco de silêncio interior e deixando fluírem todos os pensamentos que surgirem sem nos apegarmos a nenhum deles.
Vamos nos liberar da maníaca fixação a determinadas revelações que nos vêm à mente na forma de pensamentos, contra as quais reagimos, fazendo-as virar idéias fixas e obsessões, que tanto perturbam nossa paz interior e a harmonia dos nossos movimentos, sejam físicos ou mentais.

Inspire profundamente retendo o ar por bastante tempo na área do diafragma...
Expire, se aliviando...

Vamos descobrir que é possível estar bem conosco mesmos simplesmente, deixando fluir livremente nossa respiração pela traquéia e pulmões.
Vamos nos beneficiar da mais simples e regeneradora fonte de energia para o ser humano, observando o quanto pode ser prazeroso o simples ato da respiração consciente.
Vamos desfrutando da nossa respiração sempre retendo o ar por alguns momentos antes de exalá-lo.

Inspire e retenha...
Expire, se aliviando...

Deixe a paz deste momento invadir todo o seu ser aliviando-o totalmente, descongestionando todo o sistema nervoso, desfazendo bloqueios, desobstruindo e liberando a dinâmica psicossomática para um funcionamento mais harmonioso e mais perfeito de todos os órgãos do corpo.
Libere o pensamento de todas as preocupações com doenças e males que possam estar te afligindo.
Deixe os pensamentos sucederem-se naturalmente uns aos outros na mente, despreocupadamente, observando que são apenas pensamentos e que assim como vêm, se vão.

Inspire e retenha...
Expire, liberando...

Deixe-se estar a sós no eu mais íntimo, permitindo-se invadir pelo princípio divino da vida, que organiza todo nosso sistema orgânico e celular, independente de nossa vontade.
Reside em nós e nos faz existir como pessoa a suprema inteligência universal. Vamos nos entregar a ela deixando-a invadir todo o nosso ser aliviando-nos de todas as cargas.

Inspire e retenha...
Expire, se aliviando de tudo...
Aguarde um pouquinho e inspire novamente...
Esquecendo as particularidades, vamos deixar que a paz de Deus, fundamento e a causa de toda coisa manifestada no universo, atuem em nosso ser totalmente, harmonizando e equilibrando tudo, em todos os campos da nossa vida.
Só Deus sabe como deve ser e se encarrega de tudo em nós.

Inspire... Retenha...
Expire, se aliviando...

Permita-se esse alívio.
Entregue-se a esse eu mais íntimo, que é o Eu/Deus.
Deixe essa paz ordenar tudo.
Permita-se estar em paz com a essência da sua inteligência. Estar em paz e aliviado "em si", simplesmente.
Deixe a luz aliviar suas dores e suas doenças.

Continue respirando controladamente, com conforto e satisfação...

Deixe em seu coração essa paz solucionadora e aliviadora pelo maior tempo que puder de agora em diante e lembre-se: o tempo e o espaço só existem na mente e não no eu, que é sempre pleno, aqui, agora e eternamente, apenas nos aguardando que recorramos silenciosamente à luz em nós, o Eu simples e puro, além de tudo que possamos pensar.
A Luz cuida de tudo!

Dê importância à luz interior.

Riva


155. Confuso?



Riva, você me acha muito confusa?

Todos são confusos. Uns menos, outros mais e a maioria totalmente. A escolha é pelo ser, o resto é confusão.

154. Não temos pensamentos.


- Riva, você não tem momentos de angustia, abandono, tristeza?
- Esses momentos a que você se refere são pensamentos, mas não temos pensamentos. O problema do ego é esse; ele quer ter tudo. Pensamentos não são nossos, nem somos nós. Se você se apossa dos pensamentos o que você define como angústia, tristeza e o abandono passam a parecer ser você. Mas os pensamentos não são seus. Se fossem você ficaria com eles permanentemente, mas eles passam por você e nenhum deles fica. E a cada momento vem um diferente. Há fases em que a mente se vicia mais em pensamentos ruins - depressão. É quando a consciência começa a chacoalhá-lo para que você acorde da alienação da falsa vida bela com que o ego ainda vive sabotando-o. A humanidade inteira é presa dessa escravidão. Não se deve identificar a si mesmo com pensamentos bons nem com ruins, pois nenhum deles é; só está. Permita-se ser simplesmente. Abra-se para o coração do eu e verá que lá, em um lugar não estabelecido em lugar nenhum, existe uma paz e uma solução que nunca passam. É uma questão de prática sem complicação nenhuma. A complicação é a mente pessoal quem faz. Você não viciou sua atenção na periferia da mente? Vicie-a na realidade infinita do ser e se libertará de si mesmo, no sentido auto-hipnótico, para Si Mesmo, no sentido real. E se libertará desse eu depressivo que é a falsa vida do ego, constituída de incerteza, medo e morte. Quem faz o Momento da Dinamização geralmente sente o efeito. Mas, é preciso insistir, pois o vício mental é total. Se durante ele você teve cinco minutos de paz é sinal que poderá ter dez e, assim por diante, cada vez mais. É lógico isso.
A Luz cuida de tudo!
Os limites são impostos pelo ego insuflando questionamentos e pensamentos de dúvida - aparentemente fundados - na sua mente porque a paz o mata. Mas esses questionamentos são fundados em sua  auto-hipnose e não na realidade infinita do ser, porque essa não tem fundamento constituído. Seu fundamento é a paz e alívio sem limites do eu intrínseco. A felicidade é o que você é simplesmente. Na totalidade das pessoas o vício da auto-hipnose instituído na educação domina. Passe a detectá-lo, pois você só se liberta de um problema enxergando-o com simplicidade, não fugindo dele. Detectando-o você verá que não é - é apenas pensamento - e poderá não mais, automaticamente como ainda faz, achar que isso é você.
Um jato da Luz no seu coração, agora!!!!

Veja o Momento da Dinamização na coluna da esquerda, em amarelo, neste blog. E para complementar o entendimento veja esta outra mensagem: http://rivaldoandrade.blogspot.com/2009/12/nao-e-necessario-mudar-de-vida-mas-sim.html


153. O confuso.

A vida é o que dá vida ao que existe e não o que meramente existe. Quem confunde o que meramente existe com a vida, vive confuso. E vive buscando a vida que nunca acha, pois está confuso e o confuso nunca vê nada. Nem quando acha a vida que procura.

Riva

152. Sobre a dinamização.

Sabe o que me ocorreu quando fiz a dinamização? Vi claramente que nos apegamos a papéis vividos, experiências , traumas, dificuldades, porque só eles servem de parâmetro, ou modelo de ação diante do desconhecido que é a vida. É a forma que encontramos pra nos sentirmos razoavelmente seguros nesse mundo - interno e externo - caótico.
É o medo que nos faz patinar na dor e acabamos por criar mais dor. E aí, caro mio, entendi o que você diz... que a Luz cuida de tudo... é preciso abandonar essa segurança para encontrar a paz... e a Luz!!!!!
Meu sincero obrigada.

F.

Veja o Momento da Dinamização na coluna da esquerda neste blog.

151. Conviver com monstros.


Convive com monstros aquele que vive buscando saídas.
Vai, volta e vê que o monstro ainda está presente.
Então quer sair de novo.
E morre indo e voltando, sem jamais ter chegado a lugar algum nem ter encontrado o que buscou.

Riva


Nem mesmo o monstro é real não Vado?
Que convivencia inutil.
Morre afogado cheirando as areias da praia.



Sim, Sheila. Morre, de sede à beira da mina, sempre, por desprezar a simplicidade maravilhosa e bem aventurada do ser e acreditar no que pensa que é. Aí tem que nascer de novo, porque a culpa massacra a consciência - que sabe que está errada, mas não assume o simples equívoco - e não se desfaz com a morte do corpo. Vide as favelas do mundo, que crescem dia-a-dia, alimentadas unicamente pela mesma desatenção com relação ao ser.
Definitivamente, não há coitadinhos, não há santos, não há vítimas. Não há injustiçados, senão por si mesmos. São vitimas sim, da própria indiferença; do desprezo a que relegam o princípio divino de suas próprias vidas. Sabotados pelo próprio orgulho, pelas idiotices que pensam que ainda têm que realizar no mundo, pelos desejos que têm que satisfazer e pelos progressos que acham que seu ego tem que realizar.
Pensam que têm que fazer melhoras, mas o ego não melhora, só aperfeiçoa-se cada vez mais na mentira de si mesmo, não dá tréguas. Ou você o destrói, vendo a mentira que é, ou ele continua te destruindo limitando a realidade infinita da consciência. Estupidez pura.
O progresso é unicamente interior, o exterior é fantasia que esconde por baixo a mesma mágoa, angústia, incerteza e desespero de sempre, que ressurgem impiedosamente quando a porta do quarto se fecha.
E a verdade é tão simples que parece não ser possível.
Basta olhar para a Luz em si mesmo, no coração do eu, que cuida de tudo.
Beber da água viva, da paz, da simplicidade do ser. A Luz do eu.
E as revelações cabíveis a cada um começam vir à tona em processo de libertação.
Um jato da Luz no seu coração!!!!

Riva

150. Shiva, o destruidor.


Há muitíssimo tempo, havia três grandes deuses, filhos do Grande Deus Desconhecido, assim chamado porque - segundo narram os sábios - nenhum homem podia Dele se aproximar, a menos que tivesse o coração limpo e merecesse, por sua pureza, a graça de Sua visão. Estas três divindades eram, como seu próprio Pai, imaculadas. BRAHMA, o primogênito, teve por tarefa a criação de todo o universo; o segundo, VISHNU, dedicou-se à conservação e cuidado da obra de seu irmão; enquanto que o mais difícil de todos os trabalhos, coube a SHIVA. Diz SHIVA: Meu papel é muito difícil, queridos irmãos. Os homens que me contemplam, mas que permanecem aferrados à matéria, verão em mim seu destruidor, porque certamente serei eu quem levará suas almas de regresso ao reino da verdade. Os sábios, em troca, amar-me-ão buscando-me; e eu, prazeroso, procurá-los-ei para orientá-los no caminho de retorno àquele mundo do qual jamais voltarão.
OM NAMAH SHIVAYA!

149. Pensar.

Todos pensam que pensam.
Em vez de só pensar que pensa, veja que você pensa que pensa.
Deixe os pensamentos de lado e fique em paz.
Um jato da Luz no seu coração!!!!

Riva

148. O Insano.

Não é preciso julgar, condenar e muito menos perdoar o insano. Esse mesmo se encarrega de se condenar às consequências do próprio equívoco, do seu auto-engano e de sua auto-sabotagem inconsciente. Nem mesmo é preciso ter piedade dele, pois ele mesmo, inconscientemente, está plantando o que acha que deve colher. Pessoalmente ele pode ser estúpido, mas seu espírito não é. E o fará enxergar. Todos estão fadados a isso.
Tudo está certo porque é só a Luz que cuida de tudo!
Não há, então, porque não ficar em paz, independente da situação que aparentemente se apresente.
Um jato da Luz no seu coração!!!!

Riva

147. Desencarne.

Independente da gravidade da situação que se apresente, repita calmamente: A Luz cuida de tudo!
E continue na sua paz.
Vejamos uma hipótese: Digamos que uma pessoa esteja morrendo ao seu lado. Respeitando-se o sentimento natural de afeto, se você estiver em paz, pelo menos ela fará sua passagem ao lado de alguém contribuindo lúcida e positivamente no processo de desprendimento de sua alma. Pelo contrário, a situação muda totalmente se seu comportamento mental for desesperado, achando que aquela situação significa um caos.
Quem bem traria traria isso para ambos?
Alguém pode questionar a validade do que está sendo explicado aqui. Mas, com certeza, os questionadores dessa visão da realidade são os mesmos atores auto-piedosos que frequentemente se ve em velórios ou os cínicos que ora escarnecem, mas fatalmente entrarão em desespero quando sua hora fatal chegar.
Cada um resolve a paz que quer ter.
Um jato da Luz no coração de quem se abre para Ela!!!!

Riva

146. Exploração de Marte.


Pensamos que sabemos. Mas, nada sabemos realmente.
E o que não sabemos?
Veja esta foto do telescópio Hubble e imagine o tamanho do universo. Compare a terra com ele - se isso for possível - e tente imaginar o que ainda se pode saber e se só isso que conhecemos por vida, num lugar desses, pode ser a única forma de vida.
Essa ilusão de vida, nessa ridicula hipnose em rede, acha que vai ser a primeira forma de vida a pisar em Marte. Só que, se conseguir, vai estragar, pois é só isso que sabe fazer, como faz aqui.
Pode-se fazer uma idéia de quantas bombas atômicas, só aguardando um possível momento de um grande e final estrago, têm escondidas no subsolo desse mundo?
Não foi por acaso que Jesus - na alegórica cena bíblica da tentação do deserto - pensando consigo mesmo sobre a possibilidade que seu conhecimento do fundamento da vida e do ser tinha de lhe fazer um rei do mundo - como ambicionam os patrões de Wall Street - disse: "Meu reino não é desse mundo". E mandou seu ego às favas.
Um jato da Luz no seu coração!!!!

Riva

145. Nada aconteceu.


Nada aconteceu. Principalmente se você não lembrar, uma vez que não é possível mudar o que nem foi. E, como o futuro nunca vai chegar, só o agora é e nunca nada acontece.
Se você olhar bem dentro do seu coração agora - não nas lembranças da mente - só verá, paz, alegria e luz.
Um jato da Luz no seu coração!!!!

Riva

144. Auto-abandono.

Abandona a si mesmo aquele que, pensando ter auto-estima, bajula as idéias que faz de si. Esse vive em busca do que perdeu e não vai encontrar do modo que busca.
O ser não precisa de cultivo nem de valorização de nada.
Não somos?

Riva

143. Fica faltando algo.

O mundo não tem a ordenação que os egos querem que tenha. Cegos, não vêm realidade alguma. Vêm apenas as mentiras que suas miseráveis imaginações conseguem montar. Os daqui lutam por realizar pedaços de sonhos. Os do mundo espiritual interferem inutilmente junto aos daqui e reencarnam esperando que dessa vez dê certo. Mas nunca dá. Sempre fica faltando algo. E esse algo é um detalhe importante e fundamental: enxergar a mentira que tudo é.
Os que enxergam a mentira como mentira se libertam - e só isso liberta.
Os que vêm só a mentira e pensam que é verdade, continuam com suas miseráveis esperanças de amor e felicidade, engordando instituições e rezando desesperadamente.
Não vêm que crença dá esperança, mas não dá paz.
Só a paz do coração do eu liberta.
Um jato da Luz no seu coração!!!!

Riva

142. Filhos.



- Riva, fazer filhos é um milagre.

- Sim, um milagre que até os sapos fazem.

141. A mente ilusória.




Por causa da mente ilusória que desenvolveu, a espécie humana tem uma atração mórbida pela mentira. Tudo que destrói os valores e significados ilusórios que tanto lhe atormentam a existência, tudo que propicia o retorno à consciência, o retorno da fantasia pessoal para a realidade sem limites do simples ser, a mente medíocre compromissada e temerosa enxerga como uma ameaça fatal a si mesma. E inventa metas e obrigações humanas, religiosas e espirituais a cumprir - a título de nobreza - para justificar a mentira de si mesma que pretende continuar exibindo como verdade.
De fato a consciência simples de si mesmo é realmente uma ameaça, mas uma ameaça da verdade que naturalmente faz desvanecer a dor e a mentira de que a importância pessoal se alimenta fundamentalmente. Uma ameaça que dá em troca do aprisionamento da mente à idéia pessoal e incerta de si a realização suprema em si mesmo simplesmente, além do tempo e do espaço, realização que o normal tanto busca onde nunca irá encontrar.
Sois deuses, mas, infelizmente, brincando de demônios de si mesmos.
Um jato da Luz no seu coração!!!!

Riva

140. Ser verdadeiro.

Querer ser verdadeiro, até consigo mesmo, já é pretensão. Se bem que podemos ter essa pretensão. Não faz tão mal. O possível é enxergar cada vez mais a mentira. Absolutamente verdadeiros não podemos ser, pois isto aqui não é verdade, é um sonho. E o que não é absoluto não é; é mentira.
A verdade não tem nada a ver com qualquer coisa que possa existir.

Riva

139. Não corra atrás.


Não corra atrás, deixe cair do céu.
O que não for caído do céu não vale a pena.
Quem não se permite ver com clareza o que acontece não enxerga o que Deus coloca à frente constantemente.
A Luz cuida de tudo, nós é que não vemos.




138. O "ter que".



Ninguém tem que nada, em campo algum da vida.
O desenrolar dos acontecimentos já foi ordenado pelo sincronismo universal. Basta nos abrirmos para o fundamento deste sincronismo maravilhoso e perfeito, em silêncio interior, no coração do nosso próprio eu, sem pretensão alguma além de deixar a vida pura e simplesmente ser em nós, segundo a vontade de Deus.
E a Luz cuidará de tudo sem nossas atrapalhações pessoais.
A questão dos egos inventarem que têm que isso ou aquilo é problema pessoal deles em sua arrogância e presunção, quase sempre disfarçadas de compromissos e obrigações necessárias à vida. Mas a verdade da vida nada tem a ver com essas fantasias humanas, sempre de auto-evidenciação egocêntrica, divisão, mágoa e dor.
Observe que todo o mundo mental de reconhecimento, análise e julgamentos surge depois dos fatos, que tão superficialmente sentimos por termos a mente bitolada aos nossos pretensos conhecimentos.
A verdade é o que é, antes dos pensamentos pessoais surgirem.
É isso que somos em verdade e é unicamente isso que o ego teme que sejamos, nós mesmos, pois na bem aventurada Luz do simples ser, todo seu mundo denso de incertezas e necessidades desaparece.
Sois deuses.

Riva

137. Equilibrar luz e sombra.


A luz é o equilíbrio e a sombra o desequilíbrio.
Na luz ficamos em paz porque nela tudo tudo se ve.
Nas sombras ficamos temerosos, inquietos, ansiosos porque na presença delas nada se enxerga com clareza.
Não se equilibra luz e sombra.
A sombra não é.
A luz é.
Sem luz não há sombra e sem sombra só ha luz.
Sombras são a presença de pensamentos na projeçãoo da luz do eu na tela da consciência.

Riva

136. O ego é nada.



Antes do ego há o eu, que não começou e, obviamente, não acaba.
O nada e o ninguém não existem.
Do nada, nada pode vir a existir. E se o que existe, está existindo, é porque o nada não é o nada que o ego pensa.
A mente limitada do ego jamais saberá das coisas como pensa que pode saber.
A auto-entrega silenciosa à paz original do eu tira essa mente com sua arrogância, sua presunção de poder saber e suas expectativas de cena!
O que, de verdade, é nada é o ego que, por ter vida falsa, vive aflito querendo ser.

Riva

135. Tudo em si.

Tudo em si é simples, óbvio e maravilhoso. Só que assim ego nenhum se destaca. Então ele faz toda essa confusão de importâncias, pesos e valores, todos falsos, para aparecer.

Riva

134. O bonzinho.


Seja sempre bonzinho, amoroso e cordato e condene-se a ter que percorrer sempre o caminho do inocente útil, eternamente na platéia, batendo palmas.
Se quiser a verdade, saiba que sem loucura não há realização.
O normal de Deus, para o mundo, é louco.
O normal do mundo, para Deus, é nada.

Riva



133. A boa intenção.



A boa intenção é a não-intenção.
O que é o bem, o que é o mal?
Adão caiu do paraíso por comer o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, ou seja, quando começou a achar que tinha condição de analisar e julgar as coisas. E começou julgando-se a si mesmo, condenando-se à vergonha de ser como simplesmente era. Escondeu-se de Deus atrás do arbusto, por achar que viver nu era um erro.
Adão é cada um de nós, agora, pensanso que sabe de algo efetivamente, e discriminando.
Quem pensa que sabe o que é o bem e o que é o mal, pensa que sabe o que lhe é conveniente, e, não raro, em detrimento do que possa ser conveniente a outro.
Deus não dá mais vida a um que a outro, a mesma vida que Ele dá a nós, dá também, infinitamente, aos vermes dos nossos intestinos.
Por isso a sugestão de oração é Seja feita a Tua vontade e não Seja realizada a minha intenção porque ela é melhor que a do outro.
Por nossa vez sugerimos a lembrança constante de que A Luz cuida de tudo e não A Luz cuida de realizar as minhas boas intenções.
Um jato da Luz n seu coração!!!!

Riva

132. Mensagem de páscoa.


Vão a Paris, vão para Nova Iorque, vão à praia, trocam de carro, de casa, arrumam namorada nova, se separam, inventam novas tecnologias, novas modas, arrumam religião nova, novas eras, novas mudanças planetárias, novos emissários da luz, novos mestres ascensionados, novas consciências, novas energias, novas práticas espirituais, novas esperanças para ver se a vida toma rumo... e continuam sempre na mesma esperança.
O saldo final é a mesma esperança de sempre. Passado aquele alienado momento de ilusão, tudo volta à mesma incerteza de sempre.
E agora?
Querem ir para outros mundos para lá fazerem o mesmo, achando que o resultado será diferente.

A esperança é a última que morre porque ela morre; graças a Deus. E quanto antes morrer, melhor. Para desocupar o lugar da realização da paz no coração do eu no eterno e maravilhoso agora da vida.
Sem a vivência da Luz do próprio Espírito, no coração do eu, só haverá joguinhos de disfarce de infelicidade, sempre. Esperança nova, seguida de nova decepção.
Pode parecer drástico esse modo de mostrar, mas vemos que acontece o mesmo na vida de todos. Na vida de ninguém é diferente. Em princípio somos um. A diferença é uma ilusão.
Enquanto o indivíduo não aprender a praticar a silenciosa meditação - a mesma e antiga meditação dos Vedas, que Jesus sugeria quando dizia Aquietai-vos e reconhecei: "Eu Sou Deus" - abrindo-se para a paz do seu eu intrínseco, a real felicidade nunca será. Só a falsa e passageira felicidade dos egos ambiciosos.
Um jato da Luz no seu coração!!!!

Riva

131. Viver a vida.



Que vida há para se viver se a vida do eu já é vida viva sem limites?
A menos que pensem que viver seja limitar.

Riva

130. O que existe.

O que existe não é. Está existindo apenas. Por isso há tanta decepção; por acreditarem que o que existe é absolutamente real. Por isso Jesus transformou água em vinho. Se a água fosse "água mesmo", e não um produto de nossa crença, ou seja, um produto da autohipnose em rede que mantém o próprio ego e seu mundo, não se transformaria em outra coisa.

Riva

129. A humanidade.



Vê-se uma humanidade - em sua maioria - totamente alienada. Dirigentes e dirigidos completamente perdidos do fundamento de seu próprio ser, valorizando exclusivamente coisas mortas.
Egos valorizando seus objetos e outros egos com seus objetos num lamentável festival de infantil superficialidade e mesquinharia mental.
Não vêm que se não fosse o fundamento divino que dá vida e ordena a tudo, nada disso existiria.
É inimaginável a infinidade de outras modalidades de existência que a maravilha una pode permitir na ilimitada imensidão universal; a mesma maravilha que te aguarda no silêncio do seu coração agora.
Antes de dar valor à vida, dê valor à vida que permite todas as vidas, inclusive a sua.
O que sou eu?
Um jato da Luz no seu coração!!!!

Riva

128. A mentira.

A mentira foi feita para que se acredite nela. Se não houvesse mentira não haveria crença, que é seu sustento.
A verdade não carece da nossa crença nela; é auto-evidente e sustentadora do universo inteiro. Aquiete-se no silêncio do seu coração e a encontrará.
O reino está em vós.

Riva

127. Retrospectiva sobre o amor.



Riva!
Gostaria que você falasse também um pouco sobre o amor, fruto da paz.



Olá, amigo. No dicionário está assim: Amor - 1 Sentimento que impele as pessoas para o que se lhes afigura belo, digno ou grandioso. 2 Grande afeição de uma a outra pessoa de sexo contrário. 3 Afeição, grande amizade, ligação espiritual. 4 Objeto dessa afeição. 5 Benevolência, carinho, simpatia. 6 Tendência ou instinto que aproxima os animais para a reprodução. 7 Desejo sexual. 8 Ambição, cobiça: Amor do ganho. 9 Culto, veneração: Amor à legalidade, ao trabalho. 10 Caridade. 11 Coisa ou pessoa bonita, preciosa, bem apresentada. 12 Filos Tendência da alma para se apegar aos objetos... etc (Dicionário Michaelis)

Como podemos ver em todas as definições, o amor é uma forma de usar coisas e pessoas como objeto de satisfação para o nosso ego, abrilhantando-o de uma forma ou de outra, tornando-o maior à cada coisa que passamos a amar. No sentido humano, amor é posse. E isso se estende até o suposto plano espiritual numa total escravização à necessidade de outra coisa fora de nós para sermos felizes. Onde houver uma importancia pessoal haverá esta manipulação da forma para enfraquecimento do Ser e fortalecimento do nosso suposto valor como indivíduo, através da dissimulação do real interesse. Veja no dicionário que até em botânica seu significado é agarramento, apego, necessidade de algo para se agarrar. Veja como é certa a sabedoria popular, do ignorante destituído de letras.
Escrevi outro dia: O amor, como manifestação dualista, é uma forma mais sutil e perdoável que o ego encontra para trapacear a unidade e continuar dando vida à loucura da normalidade na existência separada uns dos outros.

Mas amor, na realidade, não é isso. Amor é o ser intrínseco único, fonte e fundamento real de cada um de nós. Isso não se acha nos outros, pois o próprio amor em si é a suprema completude. Nos liberta de todo interesse. Não precisa da posse de uma pessoa, objeto ou sentimento para vir a ser. O amor já é. É ausência de pensamento. O ego luta arduamente contra isso e fabrica mil formas belas e sedutoras para evitar o que irá destruí-lo. Observe que o principal mandamento da lei de Deus, segundo a religião, é Amar a Deus sobre todas as coisas com toda nossa força e entendimento. Este é o mandamento da unidade. Os outros – amar ao próximo, não roubar, não matar, não trair, etc... - são filhos da dualidade, inventados justamente para evitar que o primeiro se realize, libertando-nos do que pensamos que somos para a realidade infinita do Ser, aquém e além da criação.

O brotar de uma semente é amor, respiração é amor, cicatrização de um machucado é amor, digestão é amor. Amor é o Ser, é o que é, é o que não precisa ser esperado, por isso não causa expectativa, ânsia nem sofrimento. Deus é amor como Unidade e não porque ama seu filho. O que ama o filho é o princípio da loucura. Amor é o Eu.
Espero que tenha ficado clara a exposição. Vamos investigando juntos.
Um jato da Luz no seu coração!!!!



“Amor é o Ser, é o que é, é o que não precisa ser esperado, por isso não causa expectativa, ânsia nem sofrimento. Deus é amor como Unidade e não porque ama seu filho.”
Riva!
Concordo que amar o próximo como mandamento é atividade do ego, mas por outro lado vejo que QUEM ESTÁ EM PAZ, quem está no 'eu' (de onde brota todas as virtudes do Espírito Santo), tem como CONSEQÜÊNCIA NATURAL mais amor ao próximo, e todos esses outros 'mandamentos' ...é claro que se a pessoa não sabe do SER, da PRESENÇA, tudo isso vai ser 'da boca pra fora', ou hipocrisia, como os fariseus que Jesus tanto condenava.



Entendo seu ponto, amigo. Mas quem está no eu? Veja que a entidade que pensa estar em paz, que pensa estar no eu ainda se centra no amor ao próximo, preocupada com consequências. A ânsia, o sentimento de obrigação, ainda dominam. O amor é a LIBERTAÇÃO em si, é a PAZ em si e não alguém que se sinta livre e em paz. O amor não se restringe a meramente amar, não é uma ferramenta para nos libertar ou dar paz. Assim prossegue o ego em sua hegemonia, gerando idéias, fazendo de tudo uma ferramenta para seu domínio. A intenção da atitude pessoal é sempre salvar-se, sendo que a real salvação é a dissolução da idéia de si, de mim, de meu. O amor é a maravilha que o ego interpreta como caos. Mas é o caos para ele, não para o Eu, pois é a realização do Ser. Como pode o ego ver com bons olhos o que vai destruí-lo? Por isso o mundo é o mundo e continua parecendo ser verdade absoluta. Todo mundo lê, pensa, reza, mas levanta no outro dia com alegria, com tristeza, com esperança, com decepção e assim indefinidamente, sempre esperando, sonhando ou, na melhor da hipóteses, iludido com um caminho da luz que pensa ter encontrado. Entende?
Um jato da Luz!!!!


Riva!
Pode haver compaixão sem que haja um 'compromisso' de amar ao próximo, mas um natural desdobramento da realização da Verdade, da Presença...sem forçar



Sim, amigo. Quando houver a naturalidade, haverá. É impossível se forjar isso. E buscar ser é atestar que não se é mesmo. Enquanto houver busca, que não seja no sentido de des-cobrimento do eu, haverá conveniência. O ego jamais dará trégua nem jamais terá o menor escrúpulo ao usar de suas armas. Nenhum de nós está fora disso, nem as mais altas celebridades espirituais, mas nem por isso é preciso se desesperar. É tudo sempre muito simples, a complicação, sempre quem faz é a importância que se atribui a atitudes e idéias pessoais. Basta não ter preguiça de enxergar a si mesmo, enxergar quem está preocupado com o amor e com a compaixão, antes de mais nada. O resto vem por decorrência natural. Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. E a presença da paz original do eu começa a se fazer naturalmente. Pessoalmente, de nossa parte, não podemos fazer absolutamente nada, além de buscarmos apenas enxergar. Para isso não é preciso forjar mudança de vida nem de hábitos, a visão vai se encarregando de tudo. Desde que não tenhamos preguiça de enxergar.
Obrigado por sua contribuição.
Um jato da Luz no seu coração!!!!

126. Ignorante.

Ignorante é o instruído.
O que é uma instrução?
Um manual de comportamento.
Este, como a palavra comportar diz, vive com portas.
Enclausurado nas portas que fez para si.

Riva

125. Ser.


O que somos não é de saber;
é de ser, apenas.
E ficar em paz,
de qualquer jeito.

Riva

124. Tempo.

As mentes, eternamente ocupadas, fazem o tempo para depois dizerem: não tenho tempo. E saem correndo atrás de fazer mais coisas, que as deixarão sempre na mesma necessidade.

Riva

123. Somos todos um.

Em princípio somos todos um. Se um é especial, todos são. Somos todos especiais, então. É que achamos que uns sabem mais que outros. Isso afeta a ilusão, mas não a verdade, que é uma só.
O que pensamos que somos e o que pensamos que os outros são é o que nos separa da verdadeira felicidade, que não pode ser buscada. Basta deixar os pensamentos de lado e ficar em paz como simplesmente somos, sem pretensão alguma.

Riva

122. Para que viver rezando?



Para que viver rezando indefinidamente?
Quem disse que Deus precisa de seus avisos sobre o que é preciso ser feito?
Quem você se presume para achar que sua conversa é melhor que seu silêncio?
Respire em silêncio e em paz, com satisfação e alegria.
Deixe que os avisos de Deus toquem sua alma através de uma abertura interior para o que você é simplesmente, sem pretensão alguma.
Deixe rolar, sem interferências egocêntricas, o plano divino de sua existência.
Acha que o Supremo tem a mente incerta dos humanos?
Que recado é melhor, de você para Deus ou de Deus para você?

Do livro Seu Jeito É a Paz de Rivaldo Andrade

121. Mundo espiritual, livre-arbítrio e evolução.


Não existe livre arbítrio como se pensa. Espíritos trabalham dia e noite no mundo espiritual tentando ajudar e mudar as coisas e, na maioria das vezes, não conseguem obter o bem que esperavam. As coisas só dão certo - se é que certo e errado existe - quando dão. E ficam um apontando a preguiça e a falha do outro.
Com a teoria do livre arbítrio o que se fez foi reforçar mais ainda a idéia de culpa na mente dos pobres que acreditam absolutamente nela. O mesmo a idéia da evolução criou na mente dos espiritos; a culpa.
A evolução é o que você é.
Voce não precisa de nada para ser o que é plenamente, apenas despojar-se das importancias pessoais que pensa que tem. Volte-se para si mesmo intrinsecamente, para a paz original do coração do seu eu, e verá sua perfeição agora. Constatará que ela não está em um outro plano espiritual no futuro.
O plano espiritual é uma ilusão, assim como este mundo também é. Acontece que todos acreditam e uma auto-hipnose em rede se encadeia. Como digo sempre: Quando se acredita em uma mentira ela é verdade para quem acredita, até que se descubra o contrário.
Se temos este corpo, este mundo, como absoluto, então temos que aceitar também a existencia do mundo espiritual e nossa existencia como espíritos. É importante o conhecimento da existencia do mundo espiritual - e sua influencia em nossa vida - para podermos ver até onde vai a loucura dos egos. Isso nos ajuda a ver que isso que chamamos de nossa vida não se restringe só a isso aqui. E assim começamos nos libertar dos limites que tolhiam nossa visão até então.
Mas, não adianta expandir a visão sem saber, afinal de contas, quem está vendo. Deve-se fazer a pergunta seriamente: O que sou eu?
O mundo das possibilidades da loucura é infinito e o universo está lotado de almas de todo tipo achando que estão indo a algum lugar. Uns para o inferno e outros para céu.
Descobrindo o que somos nós, afinal de contas - cada um descobrindo a si e não querendo descobrir o outro - veremos que ninguém está indo a lugar algum que a fantasia do proprio ego não esteja criando.
Ninguem vai para o céu ou para o inferno, porque ambos não estão fora, estão na mente, agora.
Quem se aventura na mente se aventura no inferno, quem busca abrir-se para a paz da sua própria luz interior realiza o céu e ve a relatividade e a mentira de que se constitui o mundo espiritual e este em que pensamos viver absolutamente.
Vamos investigando isso juntos sem esquecer que "O reino está vós".
Um jato da luz no seu coração!!!!

Riva

120. Entregar-se, apenas.



Seu coração bate sem parar vinte e quatro horas por dia, sem você querer e, quase o tempo todo, sem você se dar conta disso. Você não pode ajudá-lo. O único que pode fazer é não atrapalhar sua dinâmica originalmente ordenada pela criação. Habitue-se a se abrir para a paz original do seu eu intrínseco. Entregue-se em quietude interior deixando-a invadir todo seu ser, enchendo-o maravilhosamente com sua luz supremamente aliviadora e silenciosa, ordenando divinamente sua existência em todas as situações. E deixe-se estar nesta paz o máximo de tempo que puder.

Cultive este hábito e pratique em qualquer lugar. Não há local onde não se possa fazer isso. O único impedimento somos nós mesmos. Deus não se nega a ninguém em lugar nem em situação alguma. Se você acreditar que haja espíritos ao seu redor pretendendo atrapalhá-lo, ordene sem medo e sem pejo para eles também fazerem o mesmo. Não tenha medo. Eles o obedecerão porque são inferiores a você, caso contrário não dariam a mínima para sua existência. O que o faz temê-los é só seu próprio medo, oriundo de sua própria crença numa suposta condição que eles possam ter de prejudicá-lo. Mas essa possibilidade deles é comandada por você. Será real se você acreditar e inexistente se você sentir o fundamento do que está sendo explicado. Deus não te julga e não te cobra retratação nem reajuste algum. Isso dependerá de você entregar-se aos pensamentos ou à paz original do seu eu intrínseco. Deus é isso.
E assim o plano divino da vida se faz maravilhosamente em todas as dimensões que você acredita existirem, em libertação sem limites.
Inclusive você pode sugerir aos bons espíritos que você acredita que o acompanham também fazerem isso. E eles farão porque sabem que essa é a melhor ação.
Se todos se entregarem ao onipotente cuidado uno da luz ninguém precisará ajudar ninguém, apenas estaremos compartilhando a luz de uma libertação cada vez maior na consciência. E o céu se faz porque o céu não virá, já é.

Quando o céu se faz em você todos os infernos desaparecem, pois em verdade nunca existiram.

Este aparente universo inteiro, com todas as dimensões que acreditam existir, é um imenso equívoco.
Não tema esta afirmação, pois não há problema em nos equivocarmos. O problema está em não enxergar o equívoco e, pior ainda, achar que estamos mais certos fazendo alguma fora de nós que dentro, pelo nosso próprio auto-des-cobrimento real.
A luz cuida de tudo!
Caso contrário a sugestão de oração não seria: Seja feita a tua vontade assim na terra como nos céus.
Um jato da Luz no seu coração!!!!

Riva

119. Mestre.

Mestre é aquele em quem seu coração manda confiar. Deve ser um ser auto-realizado, mas auto-realizado mesmo e não um teórico oportunista a mais buscando discípulos.
Cada um tem o mestre que merece, ou seja, que as profundezas do seu caráter permite.

Riva

118. A terapia da respiração.



A terapia é o voltar ao natural. A gente já respira. Basta prestar atenção e ver o quanto respiramos errado, o quanto desperdiçamos a oportunidade de nos revigorarmos e nos estabilizarmos integralmente a cada respiração simples e natural, mais longa e confortável. Não há milagre nisso além do milagre natural da vida; o mesmo milagre que faz a semente brotar.
E cuidando da respiração desviamos a atenção dos rebuliços mentais para o funcionamento do corpo, que é uma extensão do ser uno nesse mundo. E naturalmente, com a prática simples e despretensiosa, vamos deixando de ser o que pensamos para sermos o que verdadeiramente somos; um ser só sem limites. Isso desfaz barreiras íntimas e diferenças entre nós; aparentes seres separados um do outro.
Essa é a vontade do Pai; que sejamos o que somos simplesmente, pois ele já nos fez perfeitos. Nossas pretensões que nos desvirtuaram.
Um jato da Luz no coração, agora!!!!

Riva

117. Esclarecimento.

Esclarecimento não é repreensão.
Mostrar com simplicidade e clareza é só mostrar e nada mais.
Quem quer ver, agradece, quem não quer, se incomoda.

Riva

116. Evolução e sensibilidade,

O beija-flor delicia-se com o nectar das flores e o urubu com a carniça. Se for uma questão apenas de felicidade, tanto faz, nenhum dos dois está certo ou errado. O que importa é ser feliz.
A menos que a questão seja de pureza e sensiblidade.

Riva

115. A felicidade e as coisas.


Rico ou pobre, tanto faz. A felicidade não está mais com um, que com o outro. Oferece-se para ambos, de dentro do coração do eu, com a mesma grandeza infinita. As coisas não a trazem e nem tiram-na. Aqueles que dependem de coisas para serem felizes não são felizes; são infelizes. E graças a eles a indústria de remédios progride fartamente, enchendo hospitais de luxo e corredores de hospitais públicos com a mesma dor.

Riva

114. Saber escolher.

Você jamais irá escolher. A escolha não é para daqui pra frente. Você já escolheu. E está no lugar certo. Deus jamais está ausente. Olhe direito e pense claramente porque a escolha foi a melhor.

Riva

113. Ser absoluto.

Absoluto com o absoluto.
Se não for absoluto com o absoluto será absoluto com o relativo, perdendo-se sempre em novas esperanças achando que "agora vai dar certo". Mas, só se ve promessa. E os mais aparentemente vitoriosos, ainda e sempre, querendo mais e mais.

Riva

112. O homem e o cachorro.


Se errar é humano, acertar deve ser canino.
O homem deve estar, ou pelo menos se sentir, mais errado que os cães. E deve ser por isso que os adora tanto. Não percebe que se coloca abaixo deles.
Não se trata de uma questão de superioridade ou inferioridade e nem de menosprezo aos animais. Mas, cachorros são animais de puro instinto. Não são, como se pinta, exclusivamente bonitinhos, amorosos e inteligentes. Apenas as pessoas, em sua inconsciência mórbida de seu ser divino interior, colocam-se abaixo deles. Cachorros são apenas cachorros. E o homem, que também devia ser homem, não é mais. Virou zumbi. E este é o premio da inconsciência ao zumbi: um cachorro para adorar, se sentir feliz com ele, achando o máximo exibir-se esperando-o fazer coco enquanto o leva para passear preso a uma coleira.
Ambos vivem presos, atados.
O homem pela ignorância de si mesmo e o cachorro pelo homem.
Enquanto crianças pobres vagam pelas ruas, vendendo balinhas nos semáforos.
Não é animador o quadro, mas é real e claro aos nossos olhos indiferentes.
Um jato da Luz nos nossos corações!!!!

Riva

111. Para tudo.



Para tudo que acontecer no dia e não entendermos bem, ou mesmo que pensemos ter entendido, podemos dizer: EU QUERO A LUZ NISSO! E ficar ou cuidar do resto em paz, porque só a Luz cuida efetivamente de tudo.
Um jato da Luz no seu coração!!!!

Riva

110. Doenças.

O que pensamos que somos faz as doenças, o que somos nos cura delas. - Riva

109. Qual o sentido da vida?



O sentido da vida é o que você inventar. Mas, dentro do que se pode inventar, o único sentido que verdadeiramente alivia, dá paz e liberta de toda necessidade é: Des-cobrir o que é você?, afinal de contas.
Que você acredite que exista um Deus e um universo regido por ele, onde voce precise evoluir e crescer, não faz mal. Mas, quem acredita?
Pergunte isso a si mesmo:

- Quem acredita?

A resposta virá automática

- Eu

Pergunte novamente:

- O que sou eu?

Não aceite respostas vindas da mente, do entulho de conhecimentos acumulados na memória por leitura de livros e crença em informações exteriores.
Recorra à mesma insólita força silenciosa que maravilhosamente sustenta sua vida e a vida de todos os universos possíveis.
Não tenha medo de recorrer à paz original do coração do seu eu intrínseco.
Descarte qualquer tipo de voz, como resposta, sugerindo uma definição, seja qual for.
O que você verdadeiramente é não necessita de resposta e descarta todo tipo de questionamento. A simples paz é suficiente e ordenará seu entendimento de uma maneira jamais imaginada.

Não tenha medo de ser o que você é, cada vez mais simplesmente, descartando todo tipo de informação que lhe venha adornar o astuto ego, sequioso por persistir indefinidamente em busca de maravilhas ainda inatingíveis. É sempre assim seu jogo. Enquanto você persiste na busca do inatingível ele mantem sua hegemonia sobre o ser na consciência. Lembrando que enquanto a consciência for sua, você estará sob o domínio da morte, pois a consciência é uma só e no todo não há partes, não há nenhum ser separado de outro. Por isso é libertação. Não é uma libertação sua, do seu ego, mas a morte definitiva do que já não é e luta desesperadamente em busca de falsas conquistas tentando justificar, entre esperanças e inevitáveis decepções, a mentira de si mesmo que tenta fazer eterna.

É morrendo que se nasce para a vida eterna.

O que deve e irá morrer, cedo ou tarde, é o ego. O corpo não precisa morrer, pois já é morto em si.
O que você pensa ser, você não é porque pensamento não é nada.
Este mundo, por mais material que pareça, não passa de uma sucessão de pensamentos, uma sucessão de nadas, congelamentos de energia a que damos valor.
Habitue-se a dar valor, cada vez maior, à silenciosa luz interior e, cada vez menor, aos pensamentos que constantemente tomam a mente de assalto no sonho dessa existência.

Apesar de poder ter também este aspecto na mente de muita gente, Deus não é apenas um complicado ser superior, colecionador de atributos, como citam muitas escrituras. Este é o Deus que o homem fez à imagem e semelhança da ignorância de si mesmo em que vive.
Recorra simplesmente ao silêncio do seu eu, à paz orginal do seu ser intrínseco, sem ginástica mental alguma.
Simplifique mais e cada vez mais.
A capacidade de simplificar é o maior e mais abençoado poder que Deus nos deu.
Despoje-se absolutamente de qualquer idéia sobre si mesmo que venha à mente. Vá descartando todas as intenções que surgirem, não importa a que pretexto venham.
Só assim você poderá descobrir que Deus não é nada mais que uma imagem mental que você tenta fazer do seu próprio e simples eu.
Só assim poderá "des-cobrir" o que você é.
Só assim conhecerá a suprema-realizadora paz da definitiva libertação, que nunca deixou de ser simplesmente você.
Entregue-se - com respiração tranquila em paz e quietude interior - a este verdadeiro "Seja feita a tua vontade" e nunca se esqueça: A Luz está cuidando de tudo.
Não há o que temer.
Um jato da Luz no seu coração!!!!

Riva

108. A obra de Deus.

A obra de Deus, ou do bem, já está pronta.
É você, na mais extrema simplicidade.
O resto é interesse, conveniência, negociação.

Riva

107. O que fazer?

Quando não se sabe o que fazer, é hora de ficar em paz, não de ficar pensando.
A luz nunca deixa de cuidar de tudo e só em paz nos deixamos impelir por ela sem atrapalhações.

Riva

106. Interferencia dos fatos da vida.

O fatos da vida interferem, mas interferem apenas no que pensamos que somos, na personagem individual. Não no que somos.
A entidade se altera, mas não sua essência. E isso é o que temos que ver que somos para não sofrermos tanto com as variações da ilusão.
Não é preciso mudar de vida, mas abrir nossa visão.
Com a mesma visão não adianta mudar. Desse modo apenas iremos trocar uma ilusão por outra, mudando apenas o tipo de decepção a sofrer mais tarde.
A ilusão é autodestrutiva e o salário fatal da crença nela é a decepção.
Por outro lado, também não se deve lutar contra a ilusão. Apenas podemos cuidar do que já temos para cuidar, sem muita pretensão, vendo que se trata apenas de uma ilusão a mais e pronto. A felicidade brota sempre do coração e vai continuar brotando, basta nos abrirmos para a realidade infinita do nosso ser intrínseco.
Isso alivia totalmente.
Um jato da Luz no seu coração!!!!

Riva