Não há gota, só oceano.
O erro foi a gota "se achar".
Somos gotas.


Agradeço a quem eu sou simplesmente, por jamais ter me rendido totalmente
a quem eu pudesse pensar que fosse.

Quem não fala em proveito próprio não tem medo de desagradar.
Mostrar, com simplicidade e clareza, é apenas mostrar e é preciso.
Quem não quer ver se incomoda, quem quer ver reconhece.

A LUZ CUIDA DE TUDO!




261. Olhar.

Existe uma coisa maravilhosa que o surpreenderá infinitamente quando você resolver olhar sem medo para ela: você.



É o infinito que vê o limite.
O limitado não vê nada, apenas se enceguece.

Riva

260. Modernidade.



Temos aparelhos de comunicação sofisticados para falarmos o que não precisa ser falado, ampla rede de informação para nos fazer pensar no que não precisa ser pensado e as instruções mais complicadas para nos ensinar a fazer o que não precisa ser feito.
Se toda a atividade do mundo fosse reduzida a dez por cento ainda seria excessiva.

Riva

259. A suposta consciência do homem.



A consciência em si é plena, é o todo. Nada há nela, só consciência.
À consciência nada falta e nada pode ser acrescentado.
A consciência que o homem pensa ter é consciência de algo com inconsciência do resto.
Na verdade o homem não tem consciência pois a consciência, por ser plena e ilimitada, não se parte e também por isso não pode ser possuída por uma parte do universo, que é o que o homem pensa ser.
O que o homem tem é "inconsciência plena" disfarçada como uma imaginária consciência de alguma partícula infinitesimal do todo que ele pensa ter se dividido. Mas o todo é "todo" e não se divide, caso contrário não seria "todo".
O bem é a consciência em si e o mal é a consciência que o homem pensa ter, não importa o que ele possa configurar em sua imaginação ou suposta visão.
O bem e o mal não podem coexistir.
O que coexiste - e o homem tem por bem e mal - é um mal maior e um mal menor.
A realidade do homem é o mal.
Só a consciência em si é real, é o bem.
Um jato da Luz no seu coração!!!!

Riva

258. Dar ou tirar.



Ninguém poderá te dar o que não for para ser seu.
Ninguém poderá tirar o que for para ser.
O controle não tem absolutamente nada a ver com o que possa existir em qualquer plano que seja.
Aquele que acredita acaba engolindo sua crença.

Riva

257. Em terra de cegos.



Em terra de cegos quem tem um olho não é rei, é louco.
O rei dos cegos, decreta: "Se nem eu enxergo ninguém pode enxergar, isso é impossível, prendam esse louco e cortem sua cabeça para que não influencie a mente do povo com essas idéias absurdas".

Riva

256. Nossos problemas.



A totalidade dos nossos problemas tem uma única origem: a confusão que fazemos entre o que nossa alma quer e o que priorizamos.
O querer é do eu, e o eu só quer uma coisa: sair do obscurantismo a que nossa suposta importância pessoal o relegou.
Infelizmente priorizamos o que achamos que temos que ser, sempre, buscando satisfazer nossas falsas necessidades usando mecanismos mentais capciosos para fugir da realidade fundamental e infinita do nosso ser. Nossa realidade infinita irá destruir nossa importância pessoal e por isso a pessoa luta contra o eu.
A força do eu é maior que a força pessoal, e daí surgem pensamentos de medo e conflito, em muitos casos, com graves congestionamentos patológicos na configuração psicossomática, o corpo. Por isso doença não dá em nós. Não há vítimas de doenças, estas são feitas pelos bloqueios da pessoa contra seu próprio eu mais íntimo. Em 100% dos casos não há vítimas. O eu não pode ser pensado, planejado, buscado, só aceito, em paz e quietude interior.
O eu quer sua própria felicidade suprema e imutável manifestada e manifestará, não importa o quanto nossa presumida importância pessoal, lute. O ego, a todo custo, busca manter seu mundo transitório iludindo-se com novas ofertas de velhas esperanças, que já nos causaram tanta decepção, mascaradas com diferentes cores e roupagens.
Mas o resultado é sempre o mesmo.
A solução simples e clara, como sempre, porque a realidade não é complicada e sim a mente que a complica, é alinhar a priorização da mente com o eu e não com as esperanças e expectativas com que a educação nos moldou.
Se você quer saber como diferenciar é muito fácil: a felicidade do eu não é preciso esperar. Está aqui e agora, sempre, em nosso coração, bastando deixar sucederem-se os pensamentos, naturalmente, sem se apegar a nenhum deles e permanecer em si simplesmente.
Em princípio pode parecer difícil, pois os pensamentos tornam a atrair nossa atenção, mas começando com um controle tranquilo e confortável da respiração isso torna-se mais facilmente possível. E com a investigação sempre atenta disso acabamos descobrindo o guru de todos os gurus em nós mesmos: o que somos simplesmente antes de pensarmos que somos qualquer coisa, o eu. Não virão respostas. As perguntas tornam-se desnecessárias. A paz vai tomando conta de tudo e nos livrando de nós mesmos; o único empecilho à realização da felicidade suprema. A lembrança de que a Luz sempre está cuidando de tudo acalma a mente viciada em expectativas e ansiedade e nos dá paz. E com isso o plano divino da vida vai se desobstruindo naturalmente.
Basta tentar.
É bom salientar que não há nenhum reino dos céus nos aguardando no futuro para ser dado por um ser superior em algum plano especial. Este é o reino da mente e a este você jamais chegará, pois foi feito pela mentira de si mesmo justamente para desviá-lo do verdadeiro reino, único e íntimo em todos nós, que está aqui e agora, aguardando simplesmente nossa abertura para o simples ser. Não há que se buscar nada, apenas abrir-se ao próprio coração.
O primeiro sintoma claro de que estamos encontrando o reino é a paz que vem do eu.
Se surgir algum pensamento colocando isso em dúvida é o ego novamente sabotando a verdade interior. É bom ter sempre esse cuidado.
Se os pensamentos nos roubaram novamente, não há problema. Nada foi perdido, pois o reino é eterno, não foge nem se deteriora. Ele não enjoa de nós. E se torna cada vez mais verdadeiro, intenso e maravilhoso quanto mais olhamos para ele.
Basta voltar e pronto!

Riva


Conheça o Momento da Dinamização: http://rivaldoandrade.blogspot.com/2010/04/momento-da-dinamizacao.html

255. Luz e sombra.



Luz é o que você é.
Sombra é o que você faz, pensando.


Riva

254. Preocupação.



Quando vc fala que "a luz cuida", vejo que sim, cuida, mas não como nossos egos querem. Podemos ter saúde frágil, dificuldades financeiras... assim é. As árvores e os animais não estão preocupados com isto (saúde, doença, pobreza, riqueza).
A preocupação do ser humano é excessiva?
Abraços!



Veja bem, amigo, qualquer preocupação é excessiva. Não existe uma preocupação justificável, por menor que seja. Se é justificável já mostra que é uma mentira porque a verdade não carece de justificativas, é auto evidente e dá paz instantânea, solucionando tudo na hora. A verdade, através de seu silêncio peculiar dissolve instantaneamente a fantasia do problema.
Não é que a luz cuida, não existe uma luz cuidando da nossa vida, mesmo porque não há nada acontecendo de verdade e nem há nada por ainda acontecer. Tempo e espaço são feitos agora, no momento em que pensamos.
O que pensamos ser a vida nem é vida, é um sonho ao qual damos vida por identificação errada, por desvio criminoso de atenção. Tudo é sincronismo e não pode ser mudado na realidade, só na mente, ilusoriamente.
Fantasia, qualquer um faz a que quiser. O problema é de quem acredita que está fazendo algo de verdade e não só na própria mente, que é instável, como tudo que vem a ser isolado da plenitude do Ser Uno. Então o néscio que acredita sofre quando aquilo se esvai. E aquilo se esvai porque de começo já não era. O que teve início foi um um sonho.
Não há o que fazermos, na realidade, além de cuidarmos do que já temos que cuidar - se tivermos que cuidar - sem pretensões. Certos planos até fazem parte do tolo drama da existência, mas, de preferência, sem ânsias nem expectativas insanas.
A luz cuida de tudo porque não nos dá chance de mudarmos realidade alguma, só as mentiras que fazemos neste sonho que pensamos ser a vida e mudança de mentira não é mudança, é nada.
O fato de acreditarmos em uma mentira não a torna verdade, apenas nos torna mentirosos.
Um jato da Luz no seu coração!!!!

Riva

253. Conhecer de tudo e reter a verdade.



Não precisamos conhecer nada.
Quanto mais se toma conhecimento mais se vê que não era preciso saber de nada, pois o que se constata são apenas diferentes tipos de limitação.
O conhecer só serve para tirar o indivíduo* do eu, que é a única verdade, onde nada é preciso.
Ninguém pode estar com a verdade, pois só a verdade é.
O resto não é.
Muito menos podemos reter algo real.
Quem vai reter?
Como pode o que é ser retido pelo que não é?
Como pode a realidade única ser discriminada?
Não existe outra realidade.
Nada do que venha à existência é.
Não há nada a ver!
A Luz cuida de tudo, deixe com ela e fique em paz!
Um jato da Luz no seu coração!!!!

Riva


* o que não pode ser dividido

252. Bem e mal.



O mal é o bem do outro lado.
O bem é o mal do outro lado.
Tudo é mentira.
Não importa a face.

Riva

251. Mudar de vida.



Não é necessário mudar de vida, mas sim, despir-se. Deixar cair o véu da importância pessoal, dos valores, dos apegos e dos significados que damos às coisas. Nós fazemos tudo isso, esquecidos de quem as faz... nós mesmos.
As mudanças efetivas só acontecem por si mesmas. Não mudamos nossos destinos. Nossa vida é perfeita, por mais imperfeita que a achemos. A maravilha da vida de Deus pulsa no fundamento do nosso eu agora, empanada pelos nossos medos e pelas culpas que achamos que temos e não temos. Não somos nós, individualmente, que fazemos nada, a existência é um sincronismo inalterável de causa e efeito e de ação e reação.
A visão é que deve se abrir.
Primeiro devemos enxergar o medo como medo, a ilusão como ilusão, a crença como mera crença e não como uma verdade absoluta e irrevogável, sem pretender nada mais que um simples alívio. Esse simples alívio já é tudo. Que vida se leva sem paz? O resto vem por acréscimo.
Via de regra, as mudanças que são feitas apenas trocam uma ilusão por outra. Sem conhecermos a verdade do nosso ser intrínseco, que mudança real podemos fazer?
O que somos não nasceu. Não se deve confundir o processo existencial da natureza com a vida.

A vida é o que dá vida e não o que recebe vida.

O que recebe vida em si já é morto, caso contrário não precisaria receber o que não tem. Você é a vida e não o que está existindo com vida nesse momento. O ego alimenta-se do cultivo de lembranças, de crenças e das fantasias mentais mais absurdas tidas como normais. E, se observamos bem, enxergamos que isso só serve para manter a angústia e a eterna esperança de um alívio, que achamos que tem que vir de algum ser ou de alguma situação fora de nós, que tem que ser provocado por nós, mas que nunca chega efetivamente, de verdade. E este alívio verdadeiro existe, em cada um, senão não o buscaríamos. De onde iríamos tirar essa idéia? Infelizmente deixamos o ego comandar a busca em seu mundinho mental restrito, limitado e temeroso.
Veja que o nome de Deus na bíblia é Eu Sou. Não é Eu Fui ou Eu Serei.
Deus não é Ele, é Eu. Não é um outro ser. É realização do Ser, do Eu na consciência, agora, e não a promessa de um reino dos céus ou de uma felicidade que ainda terá que vir. Isso é uma loucura da importância pessoal para continuar existindo como uma entidade separada das outras, é a paranóia da normalidade.
Devemos investigar o ser. Inverter a busca abrindo-nos mais ao silêncio interno, à paz original do eu intrínseco e menos à busca de conhecimentos, que são meros adornos da presunçosa e arrogante mente pessoal, o ego.
Devemos dar mais valor à luz interior.

Riva

250. Insônia.



Riva,estava lendo esta sua resposta sobre preocupação.
Sabe, tenho insônia e por isso preciso tomar medicação senão eu não consigo dormir.
Aceitar algumas coisas na vida parece às vezes difícil. Se puder, me dê uma luz neste assunto. Parece que a paz de espírito pode estar relacionada inclusive com os problemas de saúde.
Abraços.



A paz é o espírito, o espirito é a paz e esta não está relacionada com nada. O que tira a paz é o fato de querermos relacioná-la com algo.
Mas, a paz não tem nada a ver!
O que tem a ver é a loucura. E só esta tem a ver, e muito, com tudo que existe.
Entenda se puder.
Você não é o que pensa.
Você não pode ter insônia. Onde você comprou isso? Tente pegar isso, veja se consegue. Isso não existe. Quem disse que é obrigado dormir à noite? Os patrões inventaram essa obrigação para os seus escravos, para que esses infelizes pudessem serví-los do jeito exclusivo que mandam durante o dia. Inventaram a glória de ter filhos, familia, de gozar da proteção de inúmeras instituições, inventaram os mais diversos tipos de significados, tipo a dignidade do trabalho, o valor dos prazeres e do entretenimento justamente para sufocar a consciência do ser nos néscios. E sempre cuidando de esconder muito bem o custo brutal dessa falsa felicidade.

Quem não quer ser o que é obriga-se a ter que querer ser o que nunca será, pois desde agora já não é.


Há como não sofrer reduzindo a vida à mentira de si mesmo?
Inventaram comprimidos, bebidas, drogas, prazeres, artes, crenças e buscas intermináveis de conhecimentos científicos, filosóficos, religiosos e espirituais para disfarçar o indisfarçável.

Só não inventaram, nem inventarão, a solução para a dor real da perda de si mesmo que não pode ser sufocada.

Na verdade não existe remédio porque não há problema, há identificação errada de si mesmo com a crença no que se pensa ser.
Silêncio é a única solução para tudo na vida. Existem inúmeros métodos para se retornar a ele e quanto mais simples e destituído de artificio for o método, melhor será.
Pare... só isso.
Arrume um jeito de parar. Se não tiver coragem de jogar fora o saco de 60Kg de batatas que te puseram nas costas na forma de valores, obrigações e responsabilidades - obrigações que você achou que eram nobres, válidas e te garantiriam um lugar entre os eleitos no reino dos céus que te prometeram - faça como puder.
Mas, a Luz cuida de tudo, se você quiser de fato ser você, você será, pois o problema não é não dormir, mas sim obrigar-se a ser normal.
Só o medíocre, imbecil, antolhado consegue ser normal, meu caro.
Um jato da Luz no seu coração!!!!

Riva

249. Garantia.




Você não precisa de nada e muito menos de saber de coisa alguma.
Tudo que você tomar conhecimento reforçará a mentira que você acredita ser.
A ânsia, a decepção, a mágoa e a angústia, nessa ordem, serão suas eternas companheiras, entre breves momentos de tola felicidade, enquanto não acordar da esperança vã de qualquer
coisa para a realidade óbvia de que você só pode ser o que já é.
A felicidade é o eu. Você a busca porque sabe que ela existe em algum lugar, mas que situação garantirá a paz do que vive perdido de si justamente porque acredita que a encontrará em outros e coisas?
Um jato da Luz no seu coração!!!!

Riva

248. Pedir perdão.



Não precisamos pedir perdão, pois não fizemos nada além de julgarmos. E isso é que nos mata, nos julgarmos, pois quem julga a si com muito maior facilidade julga o outro. Bobagem!
É tudo tão serenamente limpo que não é preciso ter medo de nada.
Deus não sabe de nada, não é louco de querer saber e por isso ele é Deus; se soubesse seria homem. Só o homem se mete a isso e por isso é homem.
É maravilhoso não ter medo de ver isso.

Riva

247.

Jamais seremos verdadeiros.
Só a verdade é verdade.


Riva

246. Idiota feliz.



Existe algo mais enfadonho e triste de se ver do que um idiota feliz?
É o mesmo que ver duas rolinhas felizes cortejando distraidamente enquanto o gato se aproxima sorrateiro, pronto para o bote fatal.

Riva

245. Raiva.



Tem raiva aquele que se acha na obrigação de expressar amor. Sua própria consciência o condena e tenta compensar com hipocrisia amorosa.
Aquele que vê, apenas vê.
O conveniente que não quer ver se assusta.
Se quem vê não mostrar, quem o fará? O cego, aquele que tapa o sol com a peneira para vender livros e aliciar fãs e admiradores ao seu redor com fúteis palavras de esperança? Esse não quer saber da verdade, quer saber de idiotas deslumbrados aos seus pés. E do ponto de vista dele quanto mais rolinhas distraídas no mundo, melhor.

Riva

244. Chega!



Felizmente é possível ver com total clareza que não dá para pactuar em hipótese alguma com um sitema que enterra a si mesmo dia-a-dia e leva todo mundo consigo na insana barca da esperança. Fiz isso a maior parte da vida e só fui beneficiado ao grave custo de enterrar o único melhor de mim, me enganando e ajudando os outros se enganarem, matando a vida e salvando a morte.
Como se fosse eu que cuido de tudo.
Chega dessa estúpida arrogância!

Riva

243. Alimentação.



O que faz mal é o que você põe na cabeça e não na boca.

Riva

242. Facção.



Nenhuma facção é de Deus.
Deus é único e está eternamente no seu coração e não em alguma religião. Você não precisa de religião para acessar agora o maravilhoso principio único que dá a mesma vida a você, a mim e a tudo e se libertar de qualquer sentimento de medo, insegurança, ânsia ou necessidade.


A Luz cuida de tudo, de católicos, de judeus, hinduistas, umbandistas, kardecistas, de islâmicos, de ateus, pois todos são simplesmente meras idéias de si mesmo; equivocadas condensações mentais da realidade infinita do simples ser.


Deus é Espírito, é único, consciência sem limite, Luz sem fim, graça e bênção ilimitada no ser intrínseco de qualquer coisa existente em qualquer mundo. Não tem uma mentalidade mesquinha separada de outras para estar mais com um que com outro, oferece-se todo e a todos do mesmo modo sempre agora.
Basta ir direto a Ele no silêncio do próprio coração, em vez de ficar com rodeios mentais buscando beneficiar-se pessoalmente em primeiro plano, vendo primeiro os próprios interesses e os interesses da facção que defende. Um deus que defenda mais um povo ou religião que outra não passa de um mero demônio, uma entidade espiritual de mente forte controlando as fracas que se submetem à sua hipnose. O equivocado que se submete a isso não quer Deus, quer abrilhantar a mentira de si mesmo, quer a facção, então torna-se um demônio também - palavra que quer dizer um espírito que existe separado de outros espíritos - não importando se seja hindu, cristão, judeu, muçulmano, budista, ateu, etc... Acreditando ou não em reencarnação, esse infeliz, está preso à malha, à rede hipnótica que o obsedia sem tréguas.


Assim como qualquer facção humana, toda religião é um jogo demoníaco de interesses pessoais, seja ela qual for, sem exceção de área ou status.


Jesus não era cristão, ele era simplesmente ele mesmo, como foram Buda, Ramana e outros homens que se libertaram da idéia de si como pessoa. As religiões e facções usando seus nomes e seus ensinos surgiram de interesses mesquinhos humanos depois que eles morreram. Todo profeta que em vida fundou uma facção é um demônio.


Deus é o mesmo que eu e demônio é o mesmo que ego. Muda-se o signo mas o significado é o mesmo.


Veja que você só pode ser você mesmo, por mais que tente ser judeu, ateu ou protestante. Nasceu você e morrerá você simplesmente e absolutamente só você, o ser único que se manifesta como pessoa e depois se desfaz sendo o que É. Se quiser pode ser o que é agora. Só depende de você querer ser o que é ou querer continuar achando que é o que pensa, mas não é. Por isso há sofrimento.


A idéia que o indivíduo faz de si é problema dele e o faz parecer separado de sua realidade infinita. O faz, de Deus, virar demônio.


Por isso esse louco mundo de separação e facções, sem consciência do ser, é assim e por isso essa foi sua maior conquista tecnológica até agora. Foi o que o homem se dignou merecer em termos de poder e avanço. Infelizmente objetos de desgraça maior ainda serão inventados enquanto houverem facções e sede de domínio de um sobre outro.
Um jato da Luz no seu coração!!!!






241. Vida após a morte.



Para se saber se há vida após a morte é preciso primeiro saber o que é a vida. Ela faz seu coração bater, sem precisar de você, mas não é o coração batendo.
A vida não se restringe a um mero corpo andando e pensando que isso é tudo que existe. Ela é o que move e não o movido. E só o que é movido se deteriora, o que move é além de tudo.
Sinta que você não é o movido e vai saber se é capaz de morrer.
Supostos espíritos andando num suposto plano astral também são movimentos de idéias no plano da mente pessoal. Isso não tem nada a ver com a vida, mas sim com idéia de morte.
A vida não é idéia, é vida, toda, plena e sem limites, além de qualquer pensamento, qualquer ideia que se possa fazer.
Pare um pouco, respire, deixe fluir a paz original do coração do eu; deixe o entendimento de lado.
Sinta que aí começa a vida, eterna, sem limites, aquém e além do agora.
A Luz no seu coração, sempre!!!!

Riva

240. Valorizando a luz interior.



Portanto, "estejai em paz" e "deixai os mortos enterrarem seus mortos".
Trabalho, responsabilidade e obrigação, sem consciência de si mesmo, é morte.
O que acontece é que fazemos uma idéia de que não sobrevivemos se não nos escravizarmos, porém, dizia o mestre: "Olhai os lírios do campo e as aves no céu".
Não precisamos fugir das nossas obrigações, mas também não há necessidade de nos enterrarmos estritamente nelas.
A importância do que os outros acham de nós é alimentada pela idéia desimportante que fazemos de nós mesmos. Um complexo de inferioridade congênito nos faz submissos. Raros não têm isso.
Quem não acredita em sua luz interior acaba acreditando apenas na luz dos outros.
Quem não tem noção da realidade infinita de si mesmo acaba tendo convicção da superioridade alheia.
Quem disse que Deus está menos em você?

Riva

239. Deixe de lado.



Vamos deixar o que achamos que somos de lado.
A gente "se acha" demais.
Essa é a única diferença entre o homem e Deus; o homem "se acha", Deus não.
Deus é.
Deus é o eu.
Vá devagar com suas presunções de qualquer coisa, seja muita ou pouca coisa, senão o que você é jamais vai aparecer, impedido pelo que você "se acha".
Para Deus, você é ele.
Quem faz a diferença entre Deus e você, é só você mesmo.
Um jato da Luz no seu coração!!!!

Riva

238. Conversando com um amigo.

"Veja o tamanho da terra no universo e pense bem se há alguma possibilidade de isso aqui existir realmente".



Isso que disse é profundo, Riva, e ao mesmo tempo, tão simples. Porque há tanto descompasso no mundo das pessoas? Que cegueira toda é essa que permeia a multidão? Onde se esconde o elo perdido? Onde reencontrar a luz camuflada que nos envolve hoje em dia em tempos de desespero, de baixa estima e confiança beirando à poeira, no chão caída? Onde achar resposta praquilo que nao tem resposta? Só nos falta mesmo a resignação e a aceitação? Somente? Nada a se fazer não, meu amigo? Nada? "Anch'io cerchavo di essere piu felice e pieno di risposte. Peró".

Veja bem o exemplo simples e claro que tivemos agora. O outro amigo falou que era dia de sopa e você logo pediu a colher. É assim que funciona a loucura. Um perdido de si inventa algo, lança uma idéia qualquer e outros entram automaticamente na dele.
Não há compasso nem descompasso. Você não deixa de ser você, independente do ambiente à sua volta. Com quanto mais clareza, despojamento e simplicidade conseguir ver a si mesmo menos será afetado por isso que todos pensam ser o mundo. Veja o tamanho da terra no universo e pense bem se há alguma possibilidade de isso aqui existir realmente.
Que elo perdido é esse? Essa é outra balela que lançaram e você acredita que tem que achá-la, mas você jamais deixa de ser simplesmente você, com elo ou sem elo. Às favas com o elo e com quem inventou essa mentira interessante a título de descobrimento de alguma coisa.

Eu falo da Luz "alegoricamente", mas o que interessa é paz, antes de mais nada. O primeiro sintoma que você está voltando à luminosidade original do seu ser real é a paz - ausência de dúvidas e inquietações - no coração. Sem paz nada de bom acontece efetivamente na vida de ninguém e ninguém consegue discordar disso.
A luz é uma idéia que uso para ajudar a dissolver a idéia absurda de um Deus pessoal que as religiões põem na cabeça das pessoas. E em cima da idéia desse Deus pessoal só se tem cometido abusos, corrupções e crimes de todo tipo ao longo da história.
De qualquer forma o Deus que buscam é mais luz que pessoa. É o que chamo de "a sua Luz interior". Mas esqueça também essa idéia de luz se você não a sente e nem a vê. Vá pela paz, porque só ela te dará lucidez e clareza mental suficientes para começar a se desvencilhar da hipnose em que o envolveram totalmente.

Baixa auto-estima é outra modinha idiota. Se você nem sabe, afinal de contas, quem é você, a quem irá estimar? É claro que estimará a idéia pessoal que faz de si, ou seja, o seu ego. E para isso terá que comprar tal roupa, tal perfume, tal comida, tal bebida, tal droga e cultivar tal estilo de vida sempre estabelecido pelo sistema que lançou essa imbecilidade como nova moda de consumo psicológico.
Não há que se resignar nem aceitar nada. Nem deve-se ir contra. Enxergue, apenas. Essa idéia de resignação e aceitação foi imposta pela igreja e mantida pelas religiões para que todos se ajoelhem ante o que eles impõem como verdade absoluta em suas escrituras falsificadas, preces cheias de culpa e medo e rituais ridículos.

Há que se ver a mentira como mentira sem achar que desilusão é uma desgraça - a menos que o indivíduo queira continuar sendo um iludido. Trata-se de uma libertação; você se livrando do saco de batatas de responsabilidades e obrigações que os sistemas familiar, religioso, educacional, e social em geral - sem exceção - te colocaram nas costas para carregar o resto da vida servindo-os como um animal de carga. E pior... pensando estar fazendo algo nobre, digno e compensador na vida.

É um desaprender total. Trocar a ânsia do eterno "ainda ter que vir a ser algo" pela visão clara de que você não precisa de nada disso para ser o que verdadeiramente você já é. Mas vá com calma porque, uma vez que tudo é ilusão de ótica, só um louco reagiria contra. Se é ilusão - um condicionamento auto-hipnótico em rede - procure ver tudo com clareza e deixe para lá. Vá enxergando e se safando, eliminando as cargas da obrigação culpada e medrosa com que o condicionamento moldou sua mente ainda escrava. Livre-se do que pensa ser buscando o fundamento divino da vida no coração do seu eu intrínseco, a paz original do simples ser.

Você não tem nada com isso, não foi você quem fez a loucura do sistema e quando chegou aqui esse circo/hospício já estava montado. Mas nunca precisou de nada para ser o que é verdadeiramente. Só precisará de tudo que dizem se quiser continuar vivendo de tipo, ser de mentira - como a quase totalidade dos pseudo-habitantes desse mundo louco - e morrer de sede à beira da mina, o coração do seu eu, eternamente buscando o que nunca encontrará onde busca. E se tiver filhos vá começando a tirar da cabeça deles as besteiras que colocou até agora.
Grande abraço e um jato da Luz no seu coração!!!!

Riva

237. Ficar em paz.


Ficar em paz não é dizer amém para tudo.
Isso é ficar com medo.

Riva

236. Subindo.



Lembra-se de quando andou de avião?
De quanto as ruas, casas e fazendas iam ficando cada vez menores parecendo de brinquedo?
E quanto mais subia o avião tudo diminuia em tamanho, em importância, ficando distante até que nem se distinguia mais nada.
Olhando lá de cima nem conseguimos relacionar a vida que levamos aqui com a visão tão tranquilizadora do momento.
Assim são nossos problemas, assim é a realidade das nossas aparentes dificuldades.
No coração do eu tudo desaparece e só fica uma paz sem fim.
A Luz toma conta de tudo!

Riva

235. Celebridades.



Quer se tornar uma celebridade?
Diga as maiores asneiras possíveis, sempre com absoluta convicção, e o mundo cairá a seus pés.
A mera convicção garantirá sua fama, mesmo que você seja o maior dos imbecis.
Apenas tenha cuidado para que suas palavras sejam sempre dotadas de uma medíocre clareza mental.


234. Ioga.



Afinal de contas, ioga é para dissolver a idéia pessoal de si no eu real ou para entrar para o Cirque du Soleil?
A propósito, no circo há malabarismos muito mais interessantes.
Um jato da Luz no seu coração!!!!

Riva

233. Parecendo que é.



Realização do ser é realização "do ser", não sua.
Isso que você pensa que é, será sempre e apenas um pensamento.
Um pensa que é iluminado, outro pensa que é ignorante, um pensa que é vitorioso, outro pensa que é fracassado, um pensa que já chegou outro pensa que ainda tem que vir a ser.
Uma cadeia de "nadas" configurados como "algo" - na auto-hipnose em rede dos pensamentos aparentemente separados - onde uma mentira de si mesmo sustenta a outra para continuar parecendo que é.
Isso nunca teve nada a ver.

Riva

232. Só você.



Não existem pessoas, só existe você.
Se você se visse, veria isso.
A grandeza do seu ser é tamanha que não cabe mais ninguém e nada é preciso ser mudado, melhorado ou alcançado.
Nada mais existe além de você.
É que você quer ver tudo menos a si.

Riva

231. O curso da vida.



Já pensou se o rio vivesse lamentando o curso tortuoso de suas águas e quizesse evitar as cachoeiras onde tem que se precipitar?
Assim vive o ser humano.

Riva

230. O fluir da vida.



Você não pode obstruir o fluir da vida.
Ele esmaga a todos que tentam impedí-lo.
Brincam de motivados cheios de certeza, depois choram e não sabem porque.
Se fazem de vítimas do destino.
A vida já tem seu curso e é ótimo assistí-lo como um espetáculo, pois é o mais variado e rico de todos.
É a Luz cuidando de tudo!

Riva

229. Melhorar-se.



Você não precisa se preocupar em melhorar a si nem a nada.
O que não é, depois de melhorar, vai continuar sendo a mesma ilusão com aparência de ter ficado melhor.
Continuará não sendo do mesmo jeito e vai sempre achar que precisa ficar melhor.
O que é já é.
A Luz já cuidou de tudo!

Riva

228. Transportado além de si mesmo.

Esse texto extraído de Um Curso em Milagres descreve a liberação de consciência que a dinamização com o Riva propicia. Quem já fez poderá identificar. De uma forma ou de outra todos já passaram por isso expontaneamente, mas o importante é saber do que se trata para poder ver que isso tem uma utilidade real na liberação da mente possibilitando a identiticação com plano divino da vida, além da visão restrita do ego.


11. Todos já experimentaram o que poderia ser descrito como uma sensação de estar sendo transportado além de si mesmo. Esse sentimento de libertação em muito excede o sonho de liberdade algumas vezes esperado nos relacionamentos especiais. É uma sensação de ter, de fato, escapado das limitações. Se considerares o que esse “transporte” realmente envolve, reconhecerás que é uma súbita ausência de consciência do corpo e uma união de ti mesmo com alguma outra coisa na qual a tua mente cresce para abrangê-la. Ela vem a ser parte de ti na medida em que te unes a ela. E ambos vêm a ser íntegros, já que nenhum dos dois é percebido como separado. O que realmente acontece é que renunciaste à ilusão de uma consciência limitada e perdeste o teu medo da união. O amor que instantaneamente o substitui se estende àquilo que te libertou e une-se a ele. E enquanto isso dura, não estás incerto da tua Identidade e não queres limitá-la. Escapaste do medo para a paz, sem fazer perguntas à realidade, mas meramente aceitando-a. Aceitaste isso ao invés do corpo e te deixaste ser uno com alguma coisa além dele, simplesmente por não permitires que a tua mente seja limitada por ele.

12. Isso pode ocorrer independentemente da distância física que parece existir entre tu e aquilo a que te unes, das suas respectivas posições no espaço e das suas diferenças em tamanho e aparente qualidade. O tempo não é relevante, isso pode ocorrer com algo passado, presente ou antecipado. Essa “alguma coisa” pode ser qualquer coisa e em qualquer lugar: um som, uma vista, um pensamento, uma memória e até mesmo uma idéia geral sem referência específica. Entretanto, em cada caso, tu te unes a ela sem reservas porque a amas e queres estar com ela. E assim corres ao seu encontro, deixando que os teus limites se dissolvam, suspendendo todas as “leis” a que o teu corpo obedece e gentilmente deixando-as de lado.

13. Não existe absolutamente nenhuma violência nesta libertação. O corpo não é atacado, mas simplesmente percebido de maneira adequada. Ele não te limita meramente porque não queres que ele o faça. Não és realmente “elevado além” dele, ele não pode conter-te. Vais aonde queres estar, ganhando e não perdendo o senso do Ser. Nestes instantes de liberação das restrições físicas, experimentas muito do que acontece no instante santo: a suspensão das barreiras do tempo e do espaço, a experiência repentina da paz e da alegria e acima de tudo, a falta de consciência do corpo e do questionamento acerca da possibilidade ou impossibilidade de tudo isso.

14. É possível porque tu o queres. A repentina expansão da consciência que tem lugar com o teu desejo por isso é o apelo irresistível que o instante santo contém. Ele te chama para ser quem és, em seu abraço seguro. Lá as leis dos limites são suspensas para ti, para te dar as boas-vindas na abertura da mente e na liberdade. Vem a esse lugar de refúgio, onde podes ser quem és em paz. Não através da destruição, nem através do rompimento, mas meramente através de uma serena fusão. Pois lá a paz irá unir-se a ti, meramente porque estás disposto a abrir mão dos limites que impuseste ao amor e unir-te a ele no lugar onde ele está e aonde ele te conduziu, em resposta ao gentil chamado que ele te fez para estares em paz.


Um Curso em Milagres 18.VI

227. As quatro leis da espiritualidade.



Na India, são ensinadas As Quatro Leis da Espiritualidade.


1ª. A pessoa que vem é a certa.

Significa que ninguém entra em nossas vidas por acaso. Todas as pessoas ao nosso redor estão interagindo conosco. Há sempre algo que nos faz aprender e avançar em cada situação.


2ª. Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido.

Nada, nada, absolutamente nada do que acontece em nossas vidas poderia ter sido de outra forma. Mesmo o menor detalhe. Não há nenhum "se eu tivesse feito tal coisa" ou "aconteceu que um outro ...". Não. O que aconteceu foi tudo o que poderia ter acontecido, e foi para aprendermos alguma lição e seguirmos em frente. Todas e cada uma das situações que acontecem em nossas vidas são perfeitas.


3ª. Toda vez que você iniciar é o momento certo.

Tudo começa na hora certa; nem antes nem depois. Quando estamos prontos para iniciar algo novo em nossas vidas, é o momento em que a coisas acontecem.


4ª. Quando algo termina, acaba realmente.

Simplesmente assim. Se algo acabou em nossas vidas foi para a nossa evolução, por isso é melhor seguirmos em frente e nos enriquecermos com cada experiência.


Não é por acaso que estamos lendo isto. Se este texto vem à nossa vida hoje, é porque estamos preparados para entender que nenhuma folha de árvore cai no lugar errado.
Viver em paz com toda a tua alma e ser extremamente feliz é o resumo dessas quatro leis.

226. A paz.



A paz que você acha que é a paz não é a Paz, é o que você acha.
A Paz não tem nada a ver.
Pare!

Riva

225. Mestre e discípulo.



Só ve a luz no mestre aquele que, de alguma forma, já a conhece em si.
Na realidade o discípulo projeta sua própria luz naquele que ve como mestre e esse, se for realizado, a precipita na relação iniciando o processo de despertamento.
Quem não tem nenhuma noção da luz em si mesmo não a detecta em lugar algum. São os "ainda" cegos que vivem de culpa e medo.

Riva

224. Segurança.




O natural da doentia mente medíocre é desconfiar da paz e da visão clara de que não há nenhum problema real na vida.
Como é sustentado pelo medo de sua própria inconsistência o ego acha que se não houver perigo não está certo.
Assim vive o mundo. E em cima disso vivem milhares de orientadores oportunistas vendendo uma segurança que jamais irão entregar efetivamente.

Riva

223. Valores.



Se algo tem valor para você, saiba que o valor não é da coisa em si, mas você quem o deu. Isso vale de um alfinete ao ser superior que você chama de Deus. E vale também, é óbvio, para a pessoa que você pensa ser.
O que dá valor, afinal?
O que sou eu?

Riva

222. Complicar é lembrar.



Adão caiu porque comeu o fruto da árvore do conhecimento. Começou a achar que sabia das coisas e a complicar, não aceitando mais o que era, querendo modificar achando que por si mesmo podia fazer melhor. O ego querendo imitar Deus, fazendo seu mundo próprio. Aí cada um quer fazer o seu porque cada um faz sua ilusão de conhecimento na memória, no cultivo de lembranças. Então surge o conflito. E, como sempre na roda da competição do mundo, quem puder mais chora menos. Só que o que ri hoje, chora amanhã e o que chora hoje rirá amanhã e assim, vice e versa, indefinidamente nas mãos do tempo enquanto essa ilusão persistir.
Mas não adianta acreditar em choro nem e riso.
Nada é.
"O que é" é verdadeiramente maravilhosao e não tem a ver com as felicidades instáveis e miseráveis que os sentidos experimentam.

Riva

221. O que existe?



Riva, existe o "agora"? O que existe?


Existe tudo. Você não vê, não pega as coisas? É uma hipnose em rede que faz tudo parecer real. Só que existe mas não é. Mesmo o agora já passou. Não ve isso? Por isso é loucura dupla relembrar o passado, quanto mais se a lembrança despertar mágoa, raiva e ressentimento. Se nem o agora é absolutamente real, mas um fruto da hipnose, quanto mais o passado. Por isso Jesus falava para perdoar. Perdoar é esquecer. E esquecer porque é inutil tentar consertar o que nunca foi. Só isso e nada mais.
É tudo muito simples, sempre, mas gostam de complicar com dogmas e tabús que chamam de conhecimento, saber, cultura, etc...
Um jato da Luz no seu coração!!!!

Riva

220. Olhai os lírios do campo.



"Olhai os lirios do campo e as aves do céu" quer dizer: você não precisa de nada, mas absolutamente nada, de esforço algum por mais mínimo que seja, para ser o que é.
E você só poder ser o que é, nada mais.
O resto é fantasia, doença, loucura.
Um jato da Luz!!!!

Riva

219. O sofrimento e a Luz.



Riva.
Venho parabenizá-lo pelos escritos. Sempre os acompanho!
Me diga uma coisa: quando você diz "a luz cuida de tudo" vejo que está se referindo à paz incondicional, porque às vezes as condições são de fome, doenças e todas as manifestações, seja de "bom" ou "ruim".
A paz é incondicional, mas no plano relativo há sempre o constante impermanente.
Gostaria de saber como vc vê isso.
Abraços


A Luz cuida de tudo, amigo, mas se a pessoa resolve fazer da própria vida um martírio a luz se encarrega de realizar o desejo dela.
A Luz cuida de tudo e vem do eu. Se o ego é forte e a empana então a pessoa deve sofrer para aprender. Não há nenhum mal nisso nem há que se ter pena de ninguém. Não há coitadinhos nesse mundo. O honesto consigo mesmo jamais sofre. Quer saber se uma pessoa é honesta em seus sentimentos? Veja se ela sofre. Se sofre não serve nem para si, é chantagista, astuta, abusadora da compaixão alheia, etc...
Em Deus não há sofrimento, só fora dele.
A maioria desses "sofredores" se fosse dada uma condição ótima a eles virariam verdadeiros tiranos em seu meio. É o próprio eu (que é a Luz) que faz o ego sofrer as consequências de sua própria presunção e arrogância.
Enfim, em todos os sentidos, é a Luz que cuida de tudo.
Um jato da Luz no seu coração!!!!

Riva

218. Ligação com o ser interior.



É preciso observar que não existe dentro nem fora em absoluto. O uso irrefletido desse tipo de argumentação só serve para reforço das idéias de si mesmo com as quais o ego mantém seu insano e desesperado mundo de ânsias e inúteis buscas sem fim. O "dentro" é uma alegoria usada na tentativa de explicar o inexplicável. É impossível uma "ligação" que não seja ilusória, uma vez que o que parece mas não é só pode se ligar a outra coisa que também pareça mas não é. A mentira de si mesmo projetando-se e fazendo outra.
Só o ser é... e é o todo.
Com o que o todo poderia se ligar se já é o todo?
Há que se enxergar a restritação de si mesmo a uma entidade individual separada das outras - pessoal, mesquinha, ridiculamente necessitada de uma infinidade de coisas e temerosa de tudo - como mentira e mais nada.
Ver a mentira como mentira, cuidar do que tiver que cuidar em paz e sem pretensão e pronto!
E a Luz que é a consciência una, o real ser que somos, cuida do resto.
Ninguém precisa de nada.
A pessoas têm medo de entregarem-se a si mesmas intrinsecamente. Mas não é preciso coragem e sim ver que o medo é um mero pensamento sem fundamento real algum fora de si mesmo e deixá-lo morrer lá.
E eu com isso?
Assim como o medo nasceu, morrer é seu fim natural.
E daí?
A Luz já cuidou de tudo.
E a paz se faz revelando o real segundo o grau de desenvolvimento de cada um, com alegria e satisfação natural sem pieguices místicas.

Riva

217. O destino da humanidade.



Que humanidade é essa?
No sonho você bebe água, faz sexo e quando acorda onde está tudo que parecia tão vivo?
Assim dormimos aqui agora.
Não há humanidade, há sonho e desespero, quanto mais se acredita nele.
Veja que o que todos mais gostam de fazer e o que mais nos restaura interiormente é dormir em sono profundo, sem sonhos.
Todos arrumam a cama ansiosos por dormir profundamente e se não conseguem entopem-se de comprimidos.

Riva

216. Gostar de si.

Quem gosta de mim?
Eu.
O que sou eu?
O que é isso que, em mim, ve o que penso que sou?

Riva

215. Duvidar ou confiar?



Não duvide nem confie, enxergue porque é óbvio.
Se não estiver claro, se não silenciar a mente e pacificar o coração na hora e ainda depender de confiança ou algo no futuro, descarte.
Se o assunto for iluminação, então descarte imediatamente.
Não há nada por vir a ser que não seja uma mentira.
Quem disse que Deus está menos em você?
Basta cuidar do que se tem para cuidar em paz e sem pretensão.
Isso é Deus; paz aqui agora.

Riva

214. Fingem e acreditam.



Todos fingem... e todos acreditam.
Não há verdade nem conhecimento real de nada nesse mundo. Por isso é sempre assim... busca, busca, busca, seguida de aparente conquista e real decepção. E nova busca, busca, busca.
Buscam e acham que sabem, sendo que a realidade é a simplicidade maravilhosa do próprio principio divino da vida em nós mesmos que, sendo tudo, não precisa saber de nada por já ser a solução natural para tudo que venha a existir. Basta olhar a natureza cuja pujança viva nos deixa maravilhados toda vez que nos voltamos para ela. Assim é nossa natureza intrínseca, quando paramos e nos abrimos para o nosso eu intrínseco, o ser que realmente somos.
Um jato da Luz no seu coração!!!!

Riva

213. Sabedoria.



Sabedoria é uma presunção humana.
O que vale é a paz que tira as dúvidas do coração quanto ao que somos verdadeiramente.
Todos têm acesso à paz ilimitada da consciência una no coração do eu, em silencio e quietude interior.

Riva

212. Causa e efeito.



Todo efeito tem uma causa. Porém toda causa em si mesma já é efeito de outra causa anterior. Assim nada tem um começo ou um fim, a mente é quem para em um determinado ponto.
Não é em um determinado ponto que se tem que parar, mas no ser, aquém de todos os pontos.

Riva

211. Copa do mundo.



O que é uma bola na rede?
E miseráveis e milionários do mundo inteiro se ensandecem totalmente como se algo definitivamente salvador e verdadeiramente maravilhoso tivesse acontecido em suas vidas ao ver uma bola bater numa rede através da televisão. Dizem que há valor real nisso e que os despertos para o verdadeiro sentido da vida é que são loucos.

Riva

210. Sois deuses.



Mais que deuses, sois o próprio Deus criador deles. Mas o sentido de ser Deus não é poder fazer o que quiser. É não ter necessidade de nada.
Deus é Deus. É tudo. Precisa de que?
Cuide do que tem para cuidar em paz e sem pretensões porque o Deus que você é não tem nada a ver com o Deus que você pensa que é ou pode ser.
Gratifique-se na paz do eu agora, pois a Luz já cuidou de tudo!

Riva